Camelôs querem trabalhar pelo menos até o Natal

Além do fim imediato da Operação Delegada - considerada uma "repressão desmedida" da Polícia Militar -, os camelôs do Brás querem continuar com barracas nas calçadas pelo menos até o fim do ano. Eles não aceitam perder as vendas do Natal.

O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2011 | 03h02

"Queremos pelo menos mais 60 dias de trabalho. Em janeiro a gente busca uma alternativa para esse povo", sugere o presidente da Comissão Organizada do Trabalho Ambulante (Copasp), Jomh Wales, que fala em procurar o Ministério Público. "É evidente que alguém no meio da gente trabalha com mercadoria pirateada. Mas a gente cria um mecanismo, uma parceria com os órgãos públicos para o cadastramento."

Os ambulantes querem trabalhar no período de maior movimento na Feirinha da Madrugada, das 3h às 7h. Eles alegam que nesse horário as lojas de rua estão fechadas e, por isso, eles não atrapalham a circulação.

Wales reconhece, porém, que a maioria dos camelôs não tem o Termo de Permissão de Uso (TPU) - licença para o ambulante trabalhar em espaços externos. O documento não tem sido emitido pela Prefeitura.

"Hoje não temos nada a nosso favor. Precisamos acolher e dar educação para esses trabalhadores", diz Wales. Ele garante que nenhum dos sindicatos apoiou obstrução de ruas e depredação de lojas. "Todo fim de ano é porrada para todo lado. Temos de chamar a atenção, mas desse jeito, não. Pega mal."/ F.F.

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