Camelôs protestam na região do Largo da Concórdia

Vendedores com licença protestam contra decisão de subprefeito, que suspendeu todas as permissões

Camilla Haddad, do Jornal da Tarde,

03 de setembro de 2007 | 13h08

Os cerca de 600 camelôs com licença da Prefeitura para trabalhar na região do Brás, na zona leste da capital, fizeram uma manifestação no Largo da Concórdia na manhã desta segunda-feira, 3. O protesto é contra a decisão do subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak, que determinou desde sábado a suspensão, até a próxima quarta-feira, de todas as licenças do bairro. A decisão do subprefeito foi anunciada por medida de segurança após um confronto no dia 30 de agosto, em que ambulantes irregulares enfrentaram PMs e guardas civis metropolitanos que impediram que eles montassem suas barracas na feirinha da madrugada, na Rua Oriente. O ambulante José Ricardo Teixeira, de 44 anos, diz possuir o Termo de Permissão de Uso (TPU) da Prefeitura para atuar no Brás. "Com essa determinação do subprefeito da Mooca nós estamos com medo. Vai que chega um fiscal e leva nossa mercadoria." A camelô Maria Luzeni, de 49 anos, disse que teve prejuízos com a medida da Prefeitura. "Perdi muita venda no fim de semana, entre sábado e domingo. É injusto punir quem tem licença para trabalhar. Não é certo e isso tem que mudar." Para impedir que os ambulantes desobedeçam a determinação da Subprefeitura da Mooca, o policiamento na região do Brás entre sábado e domingo foi reforçado.

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