Cambuci resgata árvore que dá nome ao bairro

Procuram-se árvores de cambuci em São Paulo. Moradores do bairro de mesmo nome, na região central da capital, estão replantando a árvore, que corre risco de extinção. Além disso, participam da 2.ª Rota Gastronômica do Cambuci, que envolve outros seis municípios.

Marici Capitelli, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2010 | 00h00

Já em Parelheiros, zona sul, quem tem a planta em casa está sendo cadastrado pela subprefeitura do bairro. Tudo isso porque o fruto pode ser usado como geração de renda tanto na culinária como na fabricação de artesanatos e até em produtos de beleza.

Censo. O trabalho de resgatar a árvore está sendo feito pela Incubadora de Projetos Sociais Autossustentáveis da Secretaria Municipal de Participação e Parceria. Tudo começou há cerca de três anos, quando a incubadora se instalou no Cambuci. "Nós começamos a resgatar a história da origem do bairro e passamos a procurar onde estavam essas árvores", conta a coordenadora do trabalho, Eliana Peixe. No levantamento feito no fim de 2008, só existiam oito exemplares.

Do ano passado para cá, a incubadora já distribuiu 150 mudas, que foram plantadas no bairro. Além disso, a equipe de Eliana foi descobrindo os muito usos do fruto. Em março, o bairro passou a integrar a Rota Gastronômica do Cambuci, que também passa pelas cidades paulistas de Santo André, Rio Grande da Serra, Paraibuna, Salesópolis, Natividade da Serra e Ilhabela.

A população foi convidada a participar da degustação de pratos de cambuci ? e comerciantes da região, incentivados a incluir o fruto no cardápio. "Está sendo um sucesso. As pessoas estão vindo de todas as regiões para experimentar", conta Francisco Garcia, um dos sócios do Restaurante e Pizzaria Javali, que passou a oferecer aos clientes os pratos nhoque ao molho de cambuci e filé de frango com o mesmo tipo de molho.

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