Câmara volta a investigar Willians Izar, acusado de achaque

Onze anos após o escândalo da Máfia dos Fiscais, a Câmara Municipal de São Paulo decidiu reabrir a investigação contra um dos principais envolvidos no caso. Willians Izar, acusado de comandar com o irmão, o então vereador José Izar, esquema que arrecadou R$ 473 milhões em propinas de camelôs, será alvo de um inquérito reaberto no sábado pela Mesa Diretora.

Diego Zanchetta e Roberto Fonseca, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2010 | 00h00

Willians - chefe de gabinete do irmão - foi preso em 2000 na sede do Legislativo, acusado de extorsão. O episódio ocorreu um ano após as denúncias de que fiscais da Subprefeitura da Lapa, liderados pelos Izar, cobravam propina de comerciantes e camelôs. Quando José Izar já havia escapado da cassação em plenário no caso dos fiscais, Willians foi acusado de pegar parte dos salários de assessores do irmão.

O novo relatório sobre o caso deve ser elaborado em 90 dias pelos vereadores. No mês passado, a 15.ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou Willians em 2.ª instância por cobrar a devolução. Apesar de condenações na Justiça, os Izar nunca foram punidos pela Câmara. "A investigação da cobrança de pedágio estava suspensa porque não havia decisão judicial. Agora temos de dar prosseguimento ao relatório", disse o presidente da Câmara, Antonio Carlos Rodrigues (PR). Os Izar não foram localizados pela reportagem.

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