Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Câmara Municipal aprova nova avenida na zona norte de São Paulo

Proposta é abrir a via ao longo do 'linhão da Eletropaulo', em um percurso de 24,5 km que ligaria a Vila Leopoldina, na zona oeste, ao Tatuapé, na zona leste

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2016 | 03h00

SÃO PAULO - A Câmara Municipal aprovou nesta quarta-feira, 24, projeto de lei que autoriza a Prefeitura a abrir uma nova avenida na zona norte da cidade. Apresentada pelo prefeito Fernando Haddad (PT), a proposta é abrir a via ao longo do chamado “linhão da Eletropaulo”, em um percurso de 24,5 quilômetros que ligaria a Vila Leopoldina, na zona oeste, ao Tatuapé, na zona leste. 

Chamada de Apoio Norte, a obra prevê viadutos sobre a Marginal e a Rodovia dos Bandeirantes, além de um túnel sob a Via Anhanguera. Apesar do aval dos vereadores, não há prazo nem orçamento, por enquanto, para o início da construção. O projeto ainda requer a desapropriação de 4 mil imóveis.

Segundo a Prefeitura, a nova avenida é peça fundamental para a viabilização do Arco do Futuro (projeto urbanístico de Haddad que visa a transformar as áreas ao longo dos rios). Funcionaria como um novo eixo metropolitano, assim como é hoje o corredor da Faria Lima para a Marginal do Pinheiros. Quando pronta, a obra facilitaria o trajeto entre os bairros e reduziria a dependência dos motoristas em relação à Marginal do Tietê. 

A Avenida Nossa Senhora do Ó, por exemplo, será totalmente transformada, caso o projeto saia do papel. Ela passará a contar com três faixas em cada sentido, corredor exclusivo de ônibus no centro e ciclovias nas laterais. A avenida é paralela ao linhão da Eletropaulo, faixa de transmissão de energia que precisaria ter a fiação enterrada. Por enquanto, não há acordo entre Prefeitura e AES Eletropaulo para o enterramento dos fios. 

Apoio Sul. O pacote completo ainda prevê a construção, do lado oposto do Rio Tietê, do Apoio Sul, nova avenida que teria 9,8 quilômetros e ligaria as Avenidas Santos Dumont e Aricanduva. A previsão é de que ambos devam custar cerca de R$ 2 bilhões e levar 20 anos para ficar prontas.

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