Câmara da capital aprova novo teto para poder Executivo

Novo texto do Executivo paulistano representa 90,25 dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal

Maíra Teixeira, da Central de Notícias,

19 de agosto de 2009 | 23h49

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou no início da noite desta quarta-feira, 19, o novo teto salarial para o poder executivo(prefeito, vice-prefeito e secretários) da capital, em R$ 21.100.

 

Segundo o vereador José Police Neto (PSDB), líder do governo Kassab na Câmara, com a alteração, o teto do executivo chega a 90,25% dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (hoje em R$ 22.111). "Com esse novo teto o município deve economizar anualmente cerca de R$ 100 milhões. Teremos um teto de fato e isso implicaria na redução dos salários de funcionários que recebem acima do teto ", afirmou o líder do governo.

 

No entanto, a oposição aponta essa modificação como uma manobra para elevar os salários do prefeito e aproximar os vencimentos dos secretários e vice-prefeito. "O que está por trás disso é a elevação do salário do secretário. Mudam a lei orgânica e, assim, se torna possível elevar o vencimento deles que, em sua maioria, já têm acréscimos regulares por meio dos jetons pagos por participação no conselho de empresas municipais, como CET, Emurb, entre outras", explica o líder da bancada do PT, vereador João Antônio.

 

Segundo João Antônio, dos 28 secretários 14 recebem jetons. "Essa é uma maneira de pagar pela porta do fundo um salário maior para os secretários. Com a elevação do teto, o próximo projeto que deve entrar em votação é aumento do prefeito, vice e secretários. Essa economia apontada pelo governo é uma falácia."

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