Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Câmara colhe assinaturas para 'convidar' Alckmin e Haddad para falar sobre crise da água

Iniciativa da liderança do PT já conta com o apoio de 30 parlamentares; requerimento será encaminhado nesta quarta-feira, 4

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2015 | 17h57

Na primeira sessão parlamentar do ano, iniciada às 15h desta terça-feira, 3, uma lista distribuída pela liderança do PT aos demais vereadores da Casa buscava somar 28 assinaturas para convidar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) a prestar esclarecimentos sobre o enfrentamento da crise. Nesta terça, Alckmin afirmou que adotará o racionamento de água se for necessário e o novo secretário da Cultura, Nabil Bonduki, disse que a Prefeitura não suspenderá o carnaval por causa da crise.

Por volta das 16h50, o requerimento contava com o apoio de 30 parlamentares - além dos petistas, representantes do PV, PR, PMDB, PROS, DEM, PSD e PTB já haviam assinado o documento, que não tem força de convocação. "Já conversei com o prefeito sobre essa possibilidade e ele topa vir, sim, para contar as medidas que está tomando na cidade em relação à economia nos equipamentos públicos", disse o vereador Alfredinho (PT). 

De acordo com o líder do partido na Casa, "a intenção não é politizar o tema", mas informar a população das ações tomadas pelo poder público durante a crise hídrica. Representantes do PSDB, no entanto, resistem à ideia. 

"A Câmara quer trazer o governador aqui a título do quê? Se a intenção é obter alguma informação mais técnica é preciso chamar um técnico, não o governador do Estado. Do mesmo modo, não faz sentido trazer o prefeito aqui para falar sobre o problema hídrico", disse o líder do partido, Andrea Matarazzo.

A proposta da liderança do PT é ouvir Alckmin e Haddad no mesmo dia, em uma sessão plenária especial, aberta ao público. O convite deverá ser encaminhado nos próximos dias pelo presidente da Casa, Antonio Donato (PT).

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