Calor faz SC adiar início das aulas e SP liberar uniforme

Decisão foi tomada a pedido das gerências regionais de ensino do Estado; secretaria recomenda roupa leve

Bárbara Ferreira Santos, Victor Vieira e Tomas M. Petersen, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2014 | 02h06

Atualizado às 4h03.

A previsão de temperaturas altas em Santa Catarina até o fim da primeira quinzena de fevereiro fez a Secretaria Estadual da Educação adiar as aulas em 25 gerências regionais. Previsto para começar ontem, o ano letivo em escolas estaduais de 18 regiões começará no dia 13 e em outras sete, no dia 17. O adiamento foi pedido pelas próprias gerências.

"As regionais e os municípios têm autonomia para elaborar o calendário, mas desde que sejam cumpridos os 200 dias letivos exigidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação", afirmou o secretário, Eduardo Deschamps. A rede atende 585 mil alunos. Em Florianópolis, a rede municipal manteve o calendário, com início no dia 12.

São Paulo. Na capital paulista, a Secretaria Municipal da Educação tem orientado alunos a usar roupas leves e professores a reduzir os esportes praticados em quadras abertas por causa do calor. As aulas na rede começaram no dia 5. Já a rede estadual lançou ontem uma nova fase do Programa de Uso Racional da Água (Pura) em 1.523 escolas. A proposta é diminuir em 25% a conta de água nas unidades.

Na rede particular, algumas escolas têm liberado o uso do uniforme para que os alunos possam ir com regatas, chinelos e sandálias. No Colégio Augusto Laranja, em Moema, na zona sul, alunos do ensino infantil podem ficar descalços e usar fraldas, calcinhas ou cuecas.

"A orientação é para ter mais atividades fora da sala, até usando água, mas sem desperdício", explica a coordenadora Marina Pedrosa. Com tanto calor, os pais têm aumentado o número de peças de roupa na mochila. "Faz mais de um mês que não coloco outro modelo de camiseta no meu filho mais novo, de 2 anos, para ir para a escola, que não seja regata. Está muito calor", diz a farmacêutica Cibele Ferraz Berenstein, de 40 anos.

"As crianças não sabem direito como expressar, mas percebemos o incômodo com o calor pela agitação ou o desânimo para as atividades", relata Gabriela Kraft, que é professora de educação infantil no Colégio Santa Maria, no Jardim Marajoara, zona sul da capital. De acordo com ela, a solução tem sido dar parte das aulas fora de sala, principalmente no bosque dentro da propriedade do colégio. "Também falamos com as crianças sobre a necessidade de economizar água e os riscos de racionamento", conta.

As altas temperaturas também mudaram a rotina dos estudantes mais velhos. No Colégio Brasil Canadá, na Barra Funda, zona oeste, a diretoria liberou o uso de sandálias e roupas mais claras. "Os próprios alunos do Ensino Médio me procuraram porque as salas estavam muito quentes. O ar-condicionado terminou de ser instalado há pouco tempo", contou uma das coordenadoras da escola, Maria Cristina Figueiredo.

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