Calor faz consumo de energia bater recorde

O Sudeste do País bateu recorde de temperatura e de consumo de energia elétrica nas últimas 48 horas. A tarde da quarta-feira foi marcada pelo maior consumo de energia do ano de energia, tanto na região quanto no Centro-Oeste. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), às 15h26, o consumo foi de 44.604 MW, número suficiente para abastecer 25 cidades com 5 milhões de habitantes cada. O último recorde de consumo de energia havia sido registrado no dia 28 - 44.461 MW por minuto.

Eduardo Reina e Diana Dantas, O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2011 | 00h00

O recorde, segundo o ONS, foi causado principalmente pela elevação da temperatura. Na tarde de ontem, São Paulo teve 32,8ºC de temperatura média - 4,8º C a mais do que o esperado para o período. A madrugada já havia sido a mais quente da capital paulista desde 27 de outubro de 2008. A temperatura mínima no Mirante de Santana, zona norte da cidade, foi de 24,3ºC.

O tempo abafado trouxe transtornos a muita gente. "Tomo remédio todos os dias para dormir, mas nessa noite não teve jeito", contou a secretária executiva Renata Marques, de 30 anos. "Usei um ventilador ligado na velocidade máxima, mas não comportou, porque está muito, muito abafado", disse a moradora de Pirituba, na zona norte.

Próximos dias. A previsão é de mais tempo abafado nos próximos dias. "Os próximos dez dias também vão ser bem abafados", explica Camila Ramos, meteorologista da Climatempo. "Uma frente fria vai entrar no litoral paulista amanhã (hoje), mas não será suficiente para aplacar o calor. Só vai deixar o clima mais instável, com expectativas de chuva forte no fim da tarde e início da noite. Pancadas típicas de verão - cai em um bairro, não cai em outro."

Se por um lado os termômetros sobem, a alta temperatura também faz a umidade relativa do ar diminuir. Na tarde de ontem, quando os termômetros ultrapassavam a casa dos 32ºC, a umidade do ar chegava a aproximadamente 40%, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), índices inferiores a 30% são indicativos de estado de atenção. Nessa faixa, as pessoas podem passar por problemas no aparelho respiratório e nos olhos.

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