Werther Santana/ Estadão
Werther Santana/ Estadão

Caixões em SP serão envolvidos em gavetas plásticas para evitar contaminação

Material vai para túmulos e cemitérios verticais; gestão Covas estuda adquirir caminhões frigoríficos

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2020 | 17h35

SÃO PAULO - Ao menos mil gavetas plásticas, desenvolvidas para envolver caixões de corpos contaminados com doença infecciosa, estão sendo comprados pela Prefeitura de São Paulo, de forma emergencial, para ser usado em túmulos que ficam acima do solo e em cemitérios verticais que receberem vítimas do novo coronavírus. As primeiras 150 unidades devem chegar até o fim deste mês. 

Até a noite desta sexta-feira, 690 pessoas morreram na cidade por causa do coronavírus. Outros 1.138 corpos aguardam confirmação sobre a infecção da doença.

A compra dos caixões é uma solicitação do Serviço Funerário Municipal, que buscou uma solução com a vigilância sanitária para abrigar os corpos que não são enterrados, ficando isolados, e são sepultados de outra forma, como as gavetas de túmulos.

A empresa que fornecerá as primeiras mil unidades é de Pernambuco e fornece as gavetas, que são feitas de um material similar a fibra de vidro, para os cemitérios do Estado.

Por ser emergencial, a compra não teve licitação pública, e foi feita por R$ 2,7 milhões. As compras emergenciais feitas pela Prefeitura estão sendo acompanhadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). 

Covas avalia aquisição de caminhões frigoríficos

A Prefeitura também começou a avaliar a necessidade de aquisição de caminhões frigoríficos para acomodar corpos entre a constatação do óbito e a cerimônia de enterro. O temor é que o tempo de espere aumente. A Prefeitura já contratou uma empresa terceirizada, por R$ 8,9 milhões, para fornecer mão de obra, em especial coveiros, para evitar gargalos nos sepultamentos da cidade.

A gestão Bruno Covas (PSDB) já consultou a Procuradoria-Geral do Município sobre a aquisição, mas ainda estuda alternativas. 

 

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