Caixa-preta de bimotor será analisada em Brasília

Avião caiu na manhã de sábado em Juiz de Fora (MG), deixando oito mortos; velórios ocorreram ontem

ALINE RESKALLA , ESPECIAL PARA O ESTADO, BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

30 Julho 2012 | 03h01

A caixa-preta do bimotor King Air, que caiu na manhã de sábado deixando oito mortos em Juiz de Fora (MG), será levada hoje para o novo laboratório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa), em Brasília, o único da América do Sul habilitado para esse tipo de análise. Por meio dela, os técnicos poderão reconstituir os últimos momentos da aeronave antes da tragédia e tentar desvendar o que causou o acidente.

O avião caiu em uma pousada e explodiu, a cerca de um quilômetro do Aeroporto Francisco Álvares de Assis, quando se preparava para pousar. Como o gerente do aeroporto, Cipriano Magno de Oliveira, afirmou que o piloto Jair Barbosa, de 62 anos, foi informado de que não havia condições de pouso por causa da forte neblina, os investigadores do acidente não descartam a hipótese de falha humana.

No entanto, oficialmente, o coronel da Aeronáutica Paulo Santos prefere não falar em causas, antes do término das investigações. Tanto o avião quanto o piloto estavam em condições regulares de voo. O coronel, que esteve com um técnico em Juiz de Fora para recolher os destroços e a caixa-preta da aeronave, vai reunir-se nesta segunda-feira com um grupo de especialistas para dar início à análise do material. Ele informou que uma equipe do órgão poderá retornar a Juiz de Fora, caso seja necessário.

Cremados. Os corpos do empresário Domingos Costa, de 58 anos, e do filho, Gabriel Barreira, de 14, foram cremados ontem em Contagem, na Grande Belo Horizonte. Além dos dois, morreram quatro executivos da Vilma Alimentos, de propriedade de Costa, piloto e copiloto, que seguiam para uma convenção da empresa. Os corpos de dois dos executivos também foram cremados em Contagem. As demais vítimas foram enterradas em cemitérios de Belo Horizonte.

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