Cai o nº de roubos seguidos de morte

Houve 22,7% menos casos de latrocínios no Estado de SP nos 9 primeiros meses do ano, em comparação com mesmo período de 2009

Josmar Jozino, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2010 | 00h00

O número de latrocínios (roubos seguidos de morte) caiu 22,7% no Estado de São Paulo, nos nove primeiros meses deste ano - em comparação com igual período de 2009. Foram 194 casos, ante 251 no ano passado, de acordo com os registros do Infocrim (o banco de dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública). As estatísticas oficiais só devem ser divulgadas hoje pelo governo do Estado.

Na capital, a redução foi de 17,7%, com 65 casos registrados de janeiro a setembro de 2010, ante 79 em igual período do ano passado. Já na comparação entre o terceiro trimestre deste ano (julho, agosto e setembro) com o anterior (abril, maio, junho), houve um aumento de oito casos em números absolutos(24 ante 16), o que representa elevação de 50%.

Também no Estado, houve queda de 25% no número de roubos seguidos de morte no terceiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2009 (60 casos, ante 80). Os números, porém, podem sofrer pequena alteração para mais ou para menos, uma vez que algumas ocorrências, inicialmente, foram registradas como latrocínio, mas tiveram outra natureza e vice-versa.

É o caso, por exemplo, do boletim de ocorrência 6329/2010, registrado no 16.º DP (Vila Clementino), em 30 de julho, pelo delegado Rogério Nunes Belelli. Dois PMs ocupavam um Gol na Rua Estado de Israel, na frente do número 1.033, às 20h39, quando dois ladrões chegaram e anunciaram o assalto. Um dos policiais militares reagiu e atirou no assaltante. O criminoso morreu e o parceiro dele, fugiu.

Segundo consta no Infocrim, o delegado Belelli registrou a ocorrência como latrocínio. Entretanto, quem morreu foi o ladrão e não a vítima. Os dados desse boletim certamente foram corrigidos pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), órgão da Secretaria da Segurança Pública responsável pela elaboração das estatísticas oficiais.

Esforços. Na avaliação do coronel José Vicente da Silva Filho, consultor em segurança pública, a queda dos casos de latrocínio no Estado é expressiva e mostra os esforços das Polícias Militar e Civil no combate e na investigação dos crimes contra o patrimônio. Segundo o coronel, as duas polícias estão mais estruturadas e melhor treinadas.

Silva Filho disse ainda que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), subordinado à Polícia Civil e responsável também pelas apurações dos casos de latrocínio, difundiu sua tecnologia para outros setores policiais do Estado. "E o resultado é a diminuição nesse tipo de crime e também nos homicídios", acrescentou o oficial da reserva. O coronel afirmou, no entanto, que o desafio do novo governo de São Paulo será melhorar ainda mais esses índices.

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