Cai movimento no comércio de Santa Teresa

RIO

Tiago Rogeror, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2011 | 00h00

A semana começou diferente em Santa Teresa. Silenciosa. Esperar pelo barulho do bondinho, que antecede sua chegada, foi em vão. No local do acidente, flores e cartazes de protesto contra a má preservação dos bondes. O serviço está suspenso desde o acidente de sábado, sem previsão de volta.

Nas lojas, bares e restaurantes, o movimento caiu. "O sentimento é de tristeza, não só pelas perdas e o sofrimento daquelas pessoas, mas porque o bonde é muito querido por todos", disse Natasha Fink, de 50 anos, dona de um restaurante no Largo dos Guimarães. Anteontem, o faturamento dela caiu 40%. Na loja de presentes onde trabalha Karen Elizabeth, de 50 anos, o movimento caiu 70%. A imagem do bondinho ilustra camisetas, quadros, postais e chaveiros.

O bondinho completará 115 anos na quinta-feira. A Associação de Moradores de Santa Teresa vai realizar duas manifestações em protesto contra as más condições do transporte. "O bonde é patrimônio cultural e um dos ícones visuais do Rio", afirmou Natasha.

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