VIOLÊNCIA; POLÍCIA MILITAR; SÃO PAULO
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Cadete de 23 anos é assassinado e 4 suspeitos morrem

Aluno do Barro Branco foi baleado na porta de casa, quando entrava no carro do primo para ir à escola; Rota afirma que houve confronto

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

16 de março de 2015 | 11h47

Atualizada às 20h06

SÃO PAULO - O cadete da Polícia Militar Raphael Camilo Passos, de 23 anos, foi morto na manhã desta segunda-feira, 16, na frente de sua casa, no Tucuruvi, zona norte de São Paulo, após uma tentativa de assalto. Ele foi abordado quando entrava no carro de um primo de 22 anos, também cadete, que reagiu, matando um dos assaltantes. Horas depois, três suspeitos de ter participado do crime morreram em confronto com policiais da Rota, no bairro vizinho Parque Novo Mundo.

Por volta das 5h30, o primo passou na casa de Passos para buscá-lo para irem juntos à Academia de Polícia Militar do Barro Branco, na Água Fria. Segundo a polícia, cinco homens chegaram em um Fiat Palio prata e emparelharam com o Volkswagen Polo que o primo dirigia.

Os policiais que atenderam a ocorrência explicaram que o confronto começou porque o bando viu uma farda no carro do primo de Passos. De acordo com Milton Gomes de Oliveira, delegado-assistente do 38.º Distrito Policial (Vila Gustavo), dois disparos atingiram a porta do Polo. Os tiros passaram na frente do condutor, que não se feriu, e acertaram Passos, que morreu. 

Investigação. Imagens das câmeras de segurança da casa do cadete morto mostram o primo estacionando o carro na rua para aguardá-lo sair de casa. Instantes depois, o automóvel ocupado pelo bando chega ao local e estaciona ao lado do veículo do primo.  

Pela gravação do sistema de monitoramento é possível ver Passos saindo do sobrado onde ele vivia com a família, dando de frente com o automóvel dos criminosos. Ele passa por trás do veículo dos assaltantes e do primo e vai em direção à porta do passageiro. 

Foi neste momento que, segundo o delegado Oliveira, os bandidos começam a disparar. Nas imagens, é possível ver o primo abrir a porta do motorista, desembarcar, sacar a arma e abrir fogo contra o bando. 

O criminoso que dirigia o carro, que, de acordo com a Polícia Civil, era um adolescente de 17 anos, morreu no veículo e os outros quatro fugiram - um deles, também de 17 anos, foi encontrado ferido em um hospital. Ele já havia passado pela Fundação Casa e ficou um ano apreendido acusado de sequestro.

Todos os cinco ocupantes estavam em um baile funk. O Palio pertence ao pai do adolescente apreendido. “Eles estavam em uma festa, o menor ofereceu carona e eles decidiram fazer um assalto. A intenção deles era pegar qualquer vítima”, afirmou o delegado.

No local do crime, a polícia encontrou o documento de Diego de Oliveira, de 18 anos. Uma equipe da PM foi até sua casa, no Parque Novo Mundo, e o prendeu. 

Mais tarde, por volta das 11 horas, uma outra equipe do 5.º Batalhão de Policiamento Militar Metropolitano (BPMM) foi a um endereço, no Parque Novo Mundo, a 8 quilômetros da rua onde Passos foi morto, com a ajuda do adolescente e de Oliveira. Eles informaram onde o restante do bando morava. 

Rota. Os policiais chamaram reforços e duas equipes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foram até o local. Segundo Renato Fernando dos Santos, capitão do grupamento, houve três trocas de tiros quando a equipe chegou. Três suspeitos morreram. Entre os mortos estava um adolescente de 15 anos.

A Rota apreendeu três armas: uma pistola .40, outra .380 e um revólver calibre 38. Um dos três mortos pela Rota tinha passagem por formação de quadrilha e tráfico de drogas.

A participação do grupamento no desfecho da morte do cadete será investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

A reportagem não localizou os advogados do menor apreendido nem do outro suspeito preso. Parentes dos detidos não quiseram conceder entrevistas. / COLABOROU FELIPE RESK

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