Cadeirante sofre com ruas esburacadas

Desde 1986, o psicólogo Davy Lin, de 48 anos, mora em Los Angeles, na costa leste dos Estados Unidos. Ele nasceu e cresceu em São Paulo e visita familiares na capital, em média, a cada três anos. Em uma dessas visitas, 24 anos atrás, sofreu um acidente de moto e, depois, passou a locomover-se de cadeira de rodas.

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2011 | 00h00

Em São Paulo, Lin foi, pela primeira vez, à Reatech - feira internacional de tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade que está na 10.ª edição e segue até hoje no Centro de Exposições Imigrantes.

Quando compara as condições de locomoção para deficientes físicos que vivem na capital paulista com as de Los Angeles, Lin diz que a cidade natal ainda fica atrás. "Melhorou desde que saí do País, mas Los Angeles está mais avançada", conta.

Para ele, os problemas estão na conservação das calçadas e das ruas paulistanas. "As ruas ainda têm muitos buracos e os desníveis são grandes, mesmo quando as guias são rebaixadas." O transporte público, por outro lado, evoluiu em sua opinião. "Algumas estações do metrô têm elevador e, na maioria delas, encontro escadas rolantes."

Em Los Angeles, Lin trabalha com assistência espiritual e religiosa como capelão hospitalar. Dirige carro próprio e encontra vagas reservadas para deficientes em todos os lugares. "É bem mais tranquilo."

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