Cadeirante é agredido por delegado que estacionou em vaga exclusiva

Corregedoria de São José dos Campos instaurou inquérito para investigar o caso

Marília Lopes, Central de Notícias

20 Janeiro 2011 | 16h47

SÃO PAULO - Um advogado cadeirante foi agredido por um delegado na tarde de segunda-feira, 17, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Os dois brigaram por causa de uma vaga pública de estacionamento especial para deficientes físicos.

 

O irmão do advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, Fúlvio, contou que por volta das 17h da segunda-feira, Anatole tentava parar seu carro em uma vaga próxima a um cartório no centro da cidade. Porém, a vaga destinada a deficientes físicos estava ocupada. O advogado parou o carro mais longe e quando estava próximo ao cartório viu que o homem que utilizou a vaga não era portador de deficiência física.

 

Segundo Fúlvio, seu irmão questionou o delegado Damásio Marino, que trabalha na 6º distrito policial de São José dos Campos. Os dois discutiram e o delegado teria insultado Anatole. "Meu irmão se sentiu desrespeitado e cuspiu no vidro do carro dele", afirma Fúlvio. O delegado teria então descido novamente do carro, e com uma arma na mão, dado coronhadas na cabeça, olho e boca do advogado.

 

O delegado foi identificado, pois uma das pessoas que testemunhou a briga anotou a placa do carro, informou o irmão do advogado. Ainda na segunda-feira, Anatole registrou um boletim de ocorrência, por lesão corporal, e fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

 

A SSP afirmou, por meio de nota, que o delegado titular da 1ª Corregedoria Auxiliar de São José dos Campos, Antônio Álvaro Sá de Toledo, instaurou um inquérito na terça-feira, 18, para investigar o caso. Também foi aberto um processo administrativo para apurar a responsabilidade funcional do delegado.

 

O advogado de defesa de Marino, Luiz Antonio Lourenço da Silva, não foi encontrado pela reportagem.

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