Cadeira do papa emociona fiéis

Católicos se ajoelharam diante do móvel

Heloisa Aruth Sturm / Rio, O Estado de S.Paulo

30 Julho 2013 | 02h06

O trono onde o papa Francisco se sentou durante a missa de domingo se transformou em objeto de adoração na manhã de ontem, na orla de Copacabana. Dezenas de fiéis e curiosos pararam para rezar, tocar e fotografar.

Eles também contemplavam a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, que havia permanecido no altar durante a celebração religiosa. "As pessoas aproveitam para pedir uma bênção e tirar uma casquinha", brinca o coordenador de exportação Thiago Fachetti, que veio ao Rio com um grupo de 25 peregrinos da Paróquia São Roque, de Carapicuíba, Região Metropolitana de São Paulo. Ele chegou à cidade na quinta-feira e aproveitou para ficar no Rio mais alguns dias. "Conheci gente de Argentina, Canadá, Zâmbia. Trocamos lembranças, bandeiras."

Ele tirava fotos da santa acompanhado do padre Hélio, da Paróquia Cristo Rei, de Osasco. "Essa jornada superou todas as expectativas. As mensagens do papa e a proximidade com a juventude foram especiais", disse o pároco, que acompanhou os oito músicos da banda Missão Rio de Deus em shows na Região Metropolitana do Rio.

O agente de viagens Augusto Moura até deu um tempo em sua corrida matinal para se ajoelhar e rezar diante da cadeira. Ele estava emocionado. "Tive a felicidade de tocar o papa e hoje ainda sentei na cadeira por alguns segundos", disse Moura, que frequenta a Igreja Nossa Senhora do Rosário, no Leme.

A arquiteta Ana Magalhães, moradora do bairro, também parou para rezar no local. "Quando vi a cadeira, deu vontade de ficar perto dele de novo. Provavelmente na minha vida não vou ver nada parecido, tão grandioso e com tanta paz. Eu me emociono até agora, porque esse papa trouxe a simplicidade e muita proximidade."

Catedral. A cadeira e a imagem foram retiradas do palco, que começou a ser desmontado por volta das 9h, e ficaram ao lado de outros móveis por algumas horas no calçadão, antes de serem levados para a Catedral Metropolitana do Rio. Conforme o assédio foi aumentando, organizadores tiveram de cercar as peças com grades e deixar um segurança no local.

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