Cadê as árvores da avenida?

REVITALIZAÇÃO DA FARIA LIMA

O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2012 | 03h04

Constatei, com esperança, o trabalho de alteração das calçadas da Avenida Brigadeiro Faria Lima, com a retirada de postes e aterramento dos fios. Entretanto, quero manifestar minha indignação com a quebra do calçamento recém-construído, promovida pela mesma empresa que está elaborando o trabalho de revitalização da avenida. Máquinas pesadas rompem o cimentado recente e, em seguida, é feita a restauração dos trechos rompidos. Será que a falta de planejamento chega a esse ponto inaceitável? É desperdício de dinheiro, trabalho, material e esforço. Além disso, há trechos longos de calçadas sem árvores. Havia uma expectativa de que os responsáveis pela obra deixassem canteiros vazios para um futuro plantio; considerando que não haverá fios ao longo das calçadas, é a situação perfeita para o plantio de árvores, pois as copas não atingirão os fios e ainda farão sombra.

RUBENS PELLICCIARI / SÃO PAULO

A Subprefeitura Pinheiros esclarece que novas árvores foram plantadas pensando na comodidade dos transeuntes. Nos trechos que não foram contemplados, o plantio comprometeria a fluidez dos pedestres. Ressalta que, por causa das novas intervenções nas calçadas, as concessionárias responsáveis foram multadas e estão arcando com os custos da recomposição do pavimento.

O leitor reclama: Multar as concessionárias é o mínimo que a subprefeitura poderia fazer. Mas a imagem de má administradora da coisa pública não há como desfazer. Quanto ao plantio de árvores, há espaço suficiente, sem atrapalhar os pedestres. Bastam boa vontade e um mínimo de discernimento.

LINHA 1-AZUL

Falhas rotineiras no Metrô

No dia 19/9, às 7h40, havia uma fila imensa para passar pela catraca do metrô na Estação Santana. Muito bem, peguei o trem sentido Tucuruvi e, na Estação Parada Inglesa, um funcionário, aos berros, avisou que o trem estava circulando com velocidade reduzida (que novidade!). Mas a grande surpresa estava reservada na chegada à Estação Tucuruvi. Num ato de histeria, um funcionário entrou no vagão gritando: "Saiam todos, saiam todos, o Metrô está com problemas! Deem a volta até a outra plataforma". Imaginem o pânico e a desordem! Enfim, um percurso que deveria durar 15 minutos levou quase uma hora. Cadê os trens lindos, rápidos e eficientes que aparecem nas propagandas? E que destempero dos funcionários!

MARIA DA GRAÇA NOGUEIRA / SÃO PAULO

O Metrô esclarece que, em 19/9, entre 6h50 e 7h15, ocorreu falha em equipamento de via na Estação Tucuruvi, na Linha 1-Azul. Às 7h15, o problema foi sanado e a circulação no trecho entre Parada Inglesa e Tucuruvi começou a ser normalizada. Os usuários foram informados da ocorrência pelo sistema de som das estações, trens e redes sociais.

A leitora comenta: O episódio relatado ocorreu às 7h40 e a situação não estava nada normalizada. O que me causa estranheza é que todos os dias acontece alguma coisa e não há nenhum empenho em evitar esses transtornos rotineiros. Cada dia é uma desculpa, uma mais esfarrapada que a outra.

DESCASO DA GOL

Bagagem avariada

Em 17/7 viajei pela Gol e tive a bagagem danificada numa conexão em Porto Alegre. No balcão da companhia fui orientada a apresentar o Relatório de Irregularidades com Bagagem em Guarulhos, o que fiz. Em 27/7 a empresa Megga retirou a mala e informou que a Gol me contataria com um posicionamento. Na ausência desse contato, em 30/8 liguei para a Megga, que disse já ter devolvido a mala para a Gol com o resultado: impossibilidade de conserto. Liguei na companhia aérea e o atendente pediu que eu aguardasse mais 15 dias para que a empresa finalmente se dignasse a me dar uma posição. Mais uma vez, o prazo não foi cumprido. Contatei-os novamente em 14/9 e a atendente pediu mais cinco dias. Essa epopeia já se arrasta há dois meses e a Gol não dá mostras de ser minimamente cumpridora de seus prazos.

ANA CARLA F. REIS / SÃO PAULO

A Gol informa que entrou em contato com a leitora e fez os devidos esclarecimentos sobre extravio e avaria de bagagens, contudo o processo ainda não foi finalizado. O caso está sendo tratado pela área responsável.

A leitora relata: O problema não foi resolvido. Como se não bastasse ter de aguardar dois meses para ter um retorno, eles agora solicitam que eu levante três orçamentos para que analisem (sem prazo definido) um eventual ressarcimento.

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