Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Caçambeiros protestam no Viaduto do Chá, em São Paulo

Trabalhadores pedem à Prefeitura local específico para triagem e destinação de entulhos; 13 linhas de ônibus são desviadas

Adriana Ferraz, Bibiana Borba e Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

17 Abril 2017 | 05h46
Atualizado 17 Abril 2017 | 15h01

SÃO PAULO - Mais de cem caminhões-caçamba interrompem o trânsito no Viaduto do Chá, em frente à Prefeitura de São Paulo, no centro, desde em torno das 3 horas da manhã desta segunda-feira, 17. Os caçambeiros reivindicam mais locais para o descarte de entulhos da construção civil na capital paulista.

Por volta das 9 horas, representantes da categoria foram recebidos por representantes do município. A Prefeitura de São Paulo vai abrir mão da aplicação de multas para quem não realizou o cadastro eletrônico. Em contrapartida, o setor prometeu agilizar o cadastramento. Depósitos de lixo, móveis e materiais abandonados pelas ruas da cidade, as caçambas de entulho deverão ser alvo de nova fiscalização por parte da Prefeitura de São Paulo. Desde o dia 15, houve exigência de um cadastro eletrônico das cerca de 340 empresas de aluguel desses equipamentos na cidade e será aumentada a fiscalização por meio da ajuda da população. 

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a via foi liberada, no sentido da Praça Ramos, por volta das 10 horas, porém, horas depois foi novamente bloqueada, mantendo a interdição nos dois sentidos.

Outros veículos estão estacionados na Rua Líbero Badaró e em vias próximas ao viaduto. A São Paulo Transporte (SPtrans) informou que 13 linhas de ônibus que passam pela região estão sendo desviadas.

O Sindicato das Empresas Removedoras de Entulho do Estado de São Paulo (Sieresp) alerta para a situação crítica de acúmulo de materiais na cidade. A entidade alega que as garagens das empresas estão superlotadas, já que os trabalhadores precisam usar os espaços para separar o entulho antes de destiná-lo aos aterros existentes. 

A categoria pede que, de forma emergencial, a gestão do prefeito João Doria (PSDB) autorize o recebimento de materiais misturados — como carpetes, pisos e forros — nos aterros públicos.

O prefeito afirmou que não faltou diálogo com o setor. Segundo ele, o sindicato da categoria não apoiou o protesto desta segunda-feira.

Doria disse ainda que a Prefeitura está o que deve, apertando e melhorando o controle para que o descarte ocorra nos locais adequados e no tempo correto. "Objetivo é separar os que trabalham de forma correta e os que não agem na legalidade. Separar o joio do trigo."

Mande sua notícia - Quais problemas você enfrenta no trânsito e no caminho para o trabalho? O metrô parou? Viu uma manifestação na cidade? Presenciou um acidente ou algo inusitado? Fotografou ou filmou um fato e quer compartilhar? Os usuários de WhatsApp podem agora usar o aplicativo para colaborar com o Estado. Envie vídeos, fotos ou apenas o seu relato ou ideia de pauta pelo número (11) 9-7069-8639. Suas sugestões serão apuradas por um repórter e podem ajudar as pessoas. Participe.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.