EDISON TEMOTEO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS
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Cabo foi assassinado com a própria arma; morte pode ter desencadeado crimes

Morte de Avenilson Pereira de Oliveira causou comoção na corporação, pois ele era muito querido entre os colegas, segundo as investigações da polícia

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

15 de agosto de 2015 | 03h00

O cabo Avenilson Pereira de Oliveira tinha 42 anos quando foi assassinado, no dia 7, em um posto de gasolina da cidade de Osasco, por volta do meio-dia. Segundo a Polícia Militar, a vítima trabalhava na Força Tática do 42.º Batalhão da cidade, que é um grupo diferenciado, responsável por atuar em ocorrências mais violentas, que exigem policiais mais preparados para eventuais confrontos contra criminosos. A polícia investiga se a morte de Oliveira desencadeou a chacina de Osasco e Barueri.

No dia em que foi assassinado, Pereira parou no posto de gasolina para abastecer o carro e sacar dinheiro no caixa eletrônico, segundo informou o comando da PM. 

Bandidos que haviam acabado de assaltar o escritório do lugar desconfiaram que ele fosse policial e o abordaram. O policial ainda lutou com os ladrões, mas acabou baleado com a própria arma. Ele levou pelo menos quatro tiros e morreu no local.

Câmeras de segurança do posto gravaram toda a ação e serviu como prova para identificar os criminosos.

A morte de Pereira causou comoção na corporação, pois ele era muito querido entre os colegas, segundo as investigações da polícia.

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu o caso e informou que dois suspeitos foram identificados: Thiago Santos de Almeida e Wagner Rodrigues estão com prisão temporária decretada pela Justiça e são considerados foragidos. Os dois moram na região dos ataques. Com as prisões, a polícia espera esclarecer a motivação do crime. 

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