Cabo acusado de matar atriz em blitz de trânsito é demitido

Em nota, quartel em Presidente Prudente diz que a demissão é 'pelo cometimento de atos atentatórios à instituição e aos direitos humanos fundamentais'; militar poderá recorrer da decisão

Sandro Villar, Especial para O Estado

15 Abril 2015 | 17h00

PRESIDENTE PRUDENTE - O cabo Marcelo Aparecido Domingos Coelho, acusado de matar a atriz Luana Barbosa em um blitz de trânsito em Presidente Prudente, no oeste paulista, foi demitido pela Polícia Militar. A demissão foi publicada nesta quarta-feira, 15, no Diário Oficial do Estado.

Em nota, o quartel da PM em Presidente Prudente diz que a demissão do militar é "pelo cometimento de atos atentatórios à instituição e aos direitos humanos fundamentais". O cabo poderá recorrer da decisão.

O pai de Luana, o jornalista Marcos Barbosa, de 59 anos, espera agora que o caso seja levado a júri popular. "(A demissão) não deixa de ser uma punição, mas é um ato administrativo. A sociedade espera júri popular, como aconteceu em casos semelhantes", disse Barbosa, morador de Rancharia.

O advogado Rodrigo Arteiro afirmou que a demissão era previsível e esperada pela família. "Nós esperamos agora a definição do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para saber se o caso permanece na Justiça Militar ou se retorna para a Vara do Tribunal do Júri de Prudente. É preciso definir quem tem competência jurisdicional para julgar o caso."

Blitz. A atriz Luana Barbosa, de 25 anos, foi morta em 27 de junho do ano passado com um tiro de pistola disparado pelo cabo Coelho em uma blitz de trânsito. Ela estava na garupa da motocicleta do namorado, Felipe Barros, de 29 anos, que alegou não ter parado no bloqueio porque não carregava a CNH, que estava suspensa. 

Em sua defesa, o cabo explicou que o capacete do motociclista bateu em sua arma e houve o disparo acidental. Coelho ficou preso no presídio da PM em São Paulo, mas logo depois foi absolvido pela Justiça Militar em primeira instância.

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