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Cabeça achada na Sé é de vítima localizada em Higienópolis, diz delegado

De acordo com a polícia, o homem tem entre 30 e 40 anos, é moreno e usava bigode

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

27 Março 2014 | 18h16

SÃO PAULO - Um morador de rua encontrou uma cabeça em um saco de lixo na manhã desta quinta-feira, 27, na Praça da Sé, no centro de São Paulo, e a polícia acredita que ela é parte do corpo esquartejado encontrado em Higienópolis no fim de semana. A investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que os cortes no pescoço e no dorso são compatíveis, mas o Instituto Médico-Legal (IML) ainda realiza exames para comprovar a ligação.

"Trata-se da mesma vítima, mas vamos ter cautela e aguardar os exames", disse Itagiba Franco, delegado do DHPP. Segundo a Polícia Civil, a vítima é um homem que teria de 30 a 40 anos, branco, com cabelos escuros e que usava bigode. Como a cabeça estava em estado de decomposição avançado, Franco disse que ele está irreconhecível.

Os restos mortais encontrados em Higienópolis no domingo passado já passaram por exame de DNA. Agora, novos testes serão feitos na cabeça para completar a identificação. Na tarde desta quinta-feira, a família de um jovem de 23 anos que está desaparecido foi ouvida no DHPP, mas a polícia descartou que ele fosse o morto.

Investigação. A cabeça foi encontrada por volta do meio-dia, por um morador de rua que procurava comida, em um saco plástico no chão ao lado de uma fonte. Ao mexer no embrulho, o homem sentiu um forte cheiro e chamou a Guarda Civil Metropolitana (GCM).

A Polícia Civil acredita que o saco tenha sido deixado não muito tempo antes na Sé porque equipes de limpeza haviam passado recentemente pela área. À noite, agentes procuravam imagens de câmeras de segurança do local.

Tanto o saco quanto a fita crepe usada para guardar a cabeça serão periciados para saber se eles são os mesmos que embrulharam as partes do corpo da vítima deixadas em Higienópolis. A fita usada, no entanto, tem um material de difícil detecção de impressões digitais.

Segundo o delegado Franco, a Polícia Civil está fazendo uma investigação no Brás, também na região central, após uma denúncia de que o crime estaria ligado a esse bairro, mas não deu detalhes do motivo.

Suspeito. A polícia já reuniu 40 minutos de gravação de câmeras na região do Cemitério da Consolação, na zona oeste, onde um homem com um carrinho de compras passou pelos locais onde os pedaços do corpo foram postos. Foi em cima de um carrinho de compras que o dorso da vítima foi localizado.

Reunindo as imagens, a polícia calcula que o homem tenha chegado no domingo às 7h41 na Rua Itacolomi, passando pelas Ruas Sergipe e Sabará às 7h45. Na esquina dessas ruas foi deixado o saco com as pernas e braços, que teriam sido a primeira parte do corpo jogada na rua.

Agora, a polícia tenta estimar o trajeto do suspeito nos outros dois pontos onde foram encontrados pedaços do cadáver. Um retrato falado com base nas imagens está sendo feito.

 

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