JF Diório/Estadão
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Busca por caixas d'água cresce 70% em SP

Moradores da capital paulista têm procurado produto para evitar possível desabastecimento durante a crise hídrica

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 22h25

SÃO PAULO - A compra da segunda caixa d’água é uma medida cada vez mais adotada por moradores de São Paulo para evitar um possível desabastecimento durante a crise hídrica. A busca tem crescido até 70 % nos últimos meses em relação a igual período do ano passado, de acordo com lojas consultadas pelo Estado.

O vendedor Walter Rizzo, de 66 anos, foi nesta quinta-feira, 23, a uma loja com a mulher, a cabeleireira Rita Ione Silveira, de 62 anos, para escolher um novo modelo. “Estou pensando em comprar em uma semana. Não é uma preocupação de ter uma caixa maior para gastar mais, é para se prevenir”, disse Rizzo.

Coordenador na Telhanorte, Cícero Carvalho contou que houve um aumento de 74% nas vendas entre janeiro e outubro deste ano, em relação ao ano passado. O balanço foi consolidado na quarta. “Tivemos um aumento acima do esperado desde o começo do ano.”


Na Leroy Merlin, o aumento no mesmo período foi de 70%. “Tem cliente comprando até sete caixas”, diz Flávio Dionisio, gerente nacional de produtos da empresa.

Segundo o diretor do grupo Fortlev, que fabrica caixas d’água, Evandro Sant’anna, houve aumento de 50% na produção entre setembro e outubro deste ano, ante 2013. “Tivemos um aumento na contratação de 5% a 6% de funcionários”, afirmou.

Morador da Brasilândia, na zona norte, o líder comunitário Henrique Deloste, de 48 anos, comprou uma caixa de segunda mão há um mês. “Pretendo comprar mais uma de mil litros.”

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