Burocracia ou erro médico?

SPTRANS - BILHETE PARA ACOMPANHANTE É NEGADO

O Estado de S.Paulo

08 Março 2013 | 02h02

Minha filha, de 13 anos, faz tratamento para lúpus no Hospital das Clínicas (HC) há 6 anos e sempre teve direito ao Bilhete Único Especial com acompanhante, que tem validade de 1 ano. O bilhete venceu em 31/10/2012, e bem antes providenciei todos os papéis necessários para a sua renovação, como laudos médicos do Pronto-Socorro e do HC, documentos de minha filha, etc. No entanto, ao ir retirá-lo em dezembro, não tinha sido liberado o bilhete para o acompanhante! Meu marido e eu fomos 3 vezes ao Posto da SPTrans para tentar solucionar o problema, pois ela não pode ir sozinha ao hospital. Ficamos de lá pra cá. E, na central 156, só ouço que falta algum documento, uma enorme burocracia! Mesmo levando o laudo da médica que cuida dela, não houve liberação para o acompanhante. Não sei mais o que fazer, pois moro longe e não tenho como bancar todas as viagens que minha filha precisa fazer para ser tratada da doença. Não há motivo para a SPTrans não autorizar a renovação do benefício, mas só recebi negativas. Por isso, recorro ao Estadão.

ROSEMEIRE RAMOS SILVA LIBERATO / SÃO PAULO

A SPTrans informa que, de acordo com a Portaria Intersecretarial SMT/SMS - 001/20111, anexo I, o diagnóstico apresentado no Relatório Médico para a concessão do benefício não confere direito ao Bilhete do tipo "com acompanhante".

A leitora explica: Minha filha, quando está em crise, perde o sentido, tem convulsão, por isso não posso deixá-la ir sozinha ao hospital. Muitas vezes ela nem consegue caminhar sozinha. Acredito que o erro tenha sido do próprio relatório médico, que não especificou as limitações enfrentadas por ela. Vou ter de voltar ao HC e pedir um novo relatório médico.

PARQUE NABUCO

Abandono e sujeira

Estive em 24/2 (domingo) no Parque Municipal Nabuco com meus filhos e fiquei surpreso com o abandono do local. A maioria das árvores está doente com fungos e/ou cupins, razão pela qual não aguentaram a força do vento e da chuva que castigou São Paulo. O resultado é que boa parte das árvores foi derrubada, inclusive interditando parte do parque. Há 1 ano eu já havia reclamado do abandono do parque à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que nem sequer respondeu. Falta manutenção dos equipamentos de ginástica, dos brinquedos, limpeza do tanque de areia para as crianças, suja pelas fezes de gatos, etc. É inadmissível que a Prefeitura não tenha biólogos para cuidar das árvores, não só dos parques, e também, das ruas e avenidas.

ELISEU ROSENDO NUÑEZ

/ SÃO PAULO

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente esclarece que as fortes chuvas dos últimos dias afetaram tanto a flora como a fauna do parque Nabuco. Na área dos equipamentos, os fortes ventos provocaram a queda de um galho de árvore, onde se encontrava uma colmeia, por isso a área permaneceu isolada. Uma árvore atingiu o balanço do parque infantil e quebrou sua estrutura principal. A administração do parque já solicitou o seu conserto. O parque tem um bosque, onde houve queda de uma árvore de grande porte, que danificou árvores menores. A remoção dos troncos deve ser feita nos próximos dias. O que o sr. Nuñez supõe serem fungos no tronco das árvores, trata-se na verdade de liquens, indicadores biológicos que demonstram a melhoria na qualidade do ar - e não prejudicam as árvores. O tanque de areia é rastelado 2 vezes ao dia para eliminar as fezes dos animais e expor a areia ao sol para eliminar as eventuais bactérias.

O leitor discorda: A resposta da secretaria é insuficiente. Sugiro que o jornal envie um repórter para constatar os fatos in loco. Não sou biólogo, mas os buracos nos troncos e nos galhos só podem ser de cupins. Não é verdade que o tanque de areia onde brincam as crianças seja cuidado. No máximo passam um rastelo. E alguns brinquedos do playground estão quebrados desde o ano passado, muito antes da tempestade. E o tanque de carpas vive sujo.

VILA OLÍMPIA

Calçadas intransitáveis

Na Vila Olímpia há uma quadra formada pelas Ruas Baluarte, Cardoso de Melo, Gomes de Carvalho e Guaraniúva, cujas casas foram adquiridas por uma construtora. Desde a compra, as calçadas se encontram em total abandono, tomadas por lixo, mato, entulho, galhos de árvores, etc. É impossível caminhar por ali. Solicito à Prefeitura uma vistoria no local.

JOSÉ F. BANIN / SÃO PAULO

A Subprefeitura Pinheiros informa que realizará vistoria nas vias apontadas e, constatadas as

irregularidades, as medidas previstas em lei serão aplicadas.

O leitor relata: Passei pela Rua Guaraniúva no dia 28/2 e tudo continua do mesmo jeito.

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