Burocracia emperra abertura de creches

O investimento nas creches paulistanas sempre andou mais devagar do que o necessário. Isso não é de hoje e é fruto da falta de verba e dos obstáculos burocráticos. A legislação brasileira - e o Legislativo tem culpa nisso, por omissão - não permite a construção de equipamentos públicos em terrenos não legalizados, o que abrange áreas em quase todas as favelas. Além disso, boas alternativas para a falta de dinheiro - como a Parceria Público-privada (PPP), tentada há 4 anos - acabaram barradas pelas exigências burocráticas e falta de diálogo com o setor empresarial.

Kurt Lenhard, O Estado de S.Paulo

19 Maio 2011 | 00h00

Tudo isso compromete a ampliação da rede, principalmente nas áreas que mais necessitam dela, que são as periferias. O papel mais importante é a socialização das crianças. A preparação da cidadania ocorre nos primeiros quatro anos de vida, quando a criança aprende a respeitar a outra. Por isso, construir creches nas periferias e intensificar fiscalização das unidades problemáticas pode ajudar nossa cidade e isso exige energia, dinheiro e capacidade de vencer a burocracia.

COORDENADOR DO FÓRUM DA EDUCAÇÃO INFANTIL

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