Bruno se surpreende com depoimento de Macarrão, que o acusou pelo crime

Para advogado do goleiro, Bruno não esperava que seu braço direito fosse mudar radicalmente de versão, provocando reviravolta no caso

Aline Reskalla, especial para O Estado de S. Paulo,

22 de novembro de 2012 | 18h13

Um dos novos advogados do goleiro Bruno, Tiago Lenoir disse que o goleiro ficou bastante surpreso com o depoimento de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, no qual ele culpa o goleiro pela decisão de entregar Eliza Samudio para a morte. De acordo com Lenoir, Bruno não esperava que seu antigo braço direito fosse mudar radicalmente de versão, provocando uma reviravolta no caso.

Quando questionado se o que Macarrão disse era verdade, o advogado não quis dizer se o goleiro desmentiu a versão dada no depoimento desta madrugada. "Você pode anotar aí que os novos advogados do Bruno vão apresentar a tese defensiva dele no dia 6 de março, durante o julgamento. Não podemos falar mais nada por enquanto", disse Lenoir.

O criminalista assumiu a defesa do jogador depois que ele destituiu Rui Pimenta na tentativa de ter seu julgamento desmembrado na última terça-feira, segundo dia do tribunal do júri, a exemplo do que ocorreu com Bola na segunda-feira. Como a juíza Marixa Fabiane negou o desmembramento, na última quarta-feira o goleiro novamente trocou de advogado, apresentando Lúcio Adolfo como o novo líder de sua defesa. A juíza, então, decidiu acatar o pedido de desmembramento.

Tiago Lenoir disse ao Estado que ele, Lúcio Adolso e Francisco Simim, que já estava no caso, visitaram o goleiro na manhã desta quinta-feira na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, para contar a ele sobre o depoimento bombástico de Macarrão. "Ele ficou chateado com a situação, mas está bem, confiante, em termos processuais, sempre com fé em Deus. No momento oportuno, vai expor sua versão dos fatos", disse o jurista.

Depois de visitar o goleiro, o advogado disse que se concentrou na leitura dos autos do processo, que somam mais de 15 mil páginas. "Não podemos ficar falando demais porque não sabemos muita coisa ainda, acabamos de pegar o caso. Nosso trabalho agora vai ser esse, estudar toda essa documentação".

O advogado comentou ainda o boato que circulou no Fórum de Contagem na tarde desta quinta-feira, de que Bruno havia se suicidado, o que provocou um certo tumulto e correria no local. "Tem muita gente que não tem o que fazer, essa já é uma situação bastante complicada e as pessoas fazem isso para piorar ainda mais as coisas, isso não leva a nada", afirmou ao Estado.

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