Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Bruno Covas assina escritura de posse do Parque Augusta

Construtoras proprietárias da área entregaram o terreno à Prefeitura, que promete inauguração do espaço para 2020

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2019 | 20h01

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, assinou neste sábado, 6, a escritura que transfere ao município o terreno do Parque Augusta, na região central da capital paulista. Com a assinatura do documento, a construtora que fez a doação da área deve contratar a execução de um projeto executivo para intervenções, e então dar início às obras no local. A Prefeitura promete a inauguração para 2020. 

O parque terá equipamentos como cachorródromo, deck, redário e um playground. A maioria dos itens do projeto segue um desenho preliminar divulgado pelo Estado em 2017, elaborado pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O Parque Augusta integra uma série de propostas da gestão Covas para a região central, o que inclui também o Parque Minhocão, o Vale do Anhangabaú, o PIU Setor Central e a área dos calçadões do triângulo histórico

Dentro do parque serão instalados, por exempo, 19 lixeiras e oito bebedouros, tanto do modelo comum como para cães, além de três bicicletários e sanitários públicos.  Para descanso, está previsto um redário. A parte de lazer também contempla um cachorródromo (de 450 metros quadrados), uma área de prática de slackline, equipamentos de ginástica para terceira idade e um playground, com brinquedos inclusivos. 

O espaço terá três portões de acesso. A entrada principal será na Rua Caio Prado e as demais ficarão na Rua Augusta. Na área externa, o projeto prevê a recuperação das calçadas, reforço do muro e troca do gradil, além da criação de vagas de estacionamento para pessoas portadoras de necessidades especiais. 

Acordo com construtoras

Após o fechamento das escolas, o terreno foi utilizado como estacionamento, além de abrigar atividades diversas e ter sido cogitado para empreendimentos habitacionais e comerciais. Em 2018, a Prefeitura fez um acordo com as construtoras proprietárias da área, que receberão títulos de potencial construtivo para aplicar em outros terrenos. Em novembro, a Justiça extinguiu a última ação que travava a transferência do terreno.

As construtoras precisarão pagar uma indenização de R$ 9,8 milhões, dos quais R$ 6,2 milhões serão quitados por meio dos serviços de implantação do projeto do parque e de um boulevard que ligará a área (pela Rua Gravataí) até a Praça Roosevelt. Do valor pago pelas empresas, R$ 2 milhões serão empregados na manutenção do parque por dois anos, enquanto o restante será repassado para a construção de um Centro de Convivência Intergeracional e na reforma de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.