Brooklin Novo fez acordo

Um bosque com 7,6 mil metros quadrados de área verde foi aberto ao público em 2009 no Brooklin Novo, zona sul da capital, após ser reformado por uma construtora que ergueu três torres residenciais no mesmo terreno. Na escritura dos moradores consta uma cláusula de que o Condomínio Paulistânia é responsável por manter o Bosque Brooklin.

O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2013 | 02h06

Ao menos por enquanto, o compromisso tem sido cumprido, segundo moradores da vizinhança. "O bosque está igualzinho ao dia em que foi aberto. A área verde, que tem árvores de Mata Atlântica, ficou praticamente intacta", afirma a presidente da Sociedade Amigos do Brooklin Novo (Sabron), Cibele Sampaio. A praça pode ser frequentada por qualquer pessoa todos os dias, das 7h às 18h.

Antes do interesse imobiliário, o terreno estava abandonado. A negociação entre a comunidade e a construtora Cyrella levou dois anos, segundo Cibele. "No início, eles queriam fazer quatro torres. No fim, fizeram três prédios e diminuíram a altura deles para reduzir o sombreamento sobre as árvores."

A ideia de fazer um bosque privado aberto ao público foi levada para a empresa pelos próprios moradores. Para evitar corte irregular, todas as árvores foram catalogadas pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. "Só tivemos a ganhar com essa história. Mais vale um bom acordo do que uma briga", conclui Cibele.

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