Clayton de Souza/AE
Clayton de Souza/AE

Brigadeiro com Paulista é campeã de atropelamentos

Esquina lidera ranking de locais com mais acidentados nos últimos 5 anos; em 2º lugar vem o cruzamento da Ipiranga com a São João

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

10 Maio 2011 | 00h00

Pedestres precisam ter cuidado redobrado em quatro cruzamentos da cidade. Nos últimos cinco anos, as esquinas das Avenidas Brigadeiro Luís Antônio e Paulista, Ipiranga com São João e do Estado com a Mercúrio e com a Santos Dumont foram as líderes em atropelamentos de acordo com números da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Todos os anos, a CET divulga os dez cruzamentos mais perigosos para pedestres. Vários deles se repetem no período entre 2006 e 2010, mas, de acordo com levantamento do Estado apenas quatro estiveram presentes em todas as listas. Juntos, foram responsáveis por 88 atropelamentos ao longo dos cinco anos.

"Nós já temos mapeados esses cruzamentos. Em alguns deles, é possível criar alguma solução de engenharia e estamos concluindo estudos para isso. Mas o principal é a mudança de comportamento mesmo", diz a superintendente de Educação e Segurança da CET, Nancy Schneider. Amanhã, será lançada uma campanha para a conscientização de pedestres e motoristas.

Comportamento. Um dos exemplos apontados pela CET de exigência de mudança de comportamento fica no cruzamento mais perigoso dos últimos três anos: o da Brigadeiro Luís Antônio com a Paulista. Foram 33 atropelamentos no período. A contradição é que nesse local há um semáforo com tempo suficiente para travessia, faixa de pedestres e até uma grade para impedir a passagem em local impróprio. Mesmo assim, é comum flagrar pessoas fora da faixa.

 

Situação semelhante ocorre em outro cruzamento recorrente entre os mais perigosos, o formado pela Ipiranga com a São João. "Apesar de bem sinalizado, pedestres acabam aproveitando a brecha entre os carros. Isso acontece porque o desrespeito é tão grande que o pedestre já não acredita na prioridade que tem na faixa", diz o consultor de tráfego Adauto Martinez Filho.

 

Mas nem todos os cruzamentos têm boa estrutura. No formado pelas Avenidas do Estado e Santos Dumont, a travessia da segunda avenida precisa ser feita em três tempos, porque a duração do semáforo verde para os pedestres permite atravessar apenas uma pista por vez.

Marginal do Tietê. Quando são analisadas as vias em toda a sua extensão e não tomando como focos os cruzamentos, a Marginal foi o local com mais mortes por atropelamento em 2010: foram 21 casos.

 

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