VALERIA GONÇALVEZ/ESTADAO
VALERIA GONÇALVEZ/ESTADAO

Da sacada de apartamento, homem atira contra policiais na zona sul de São Paulo

Agentes estavam no local após chamado por discussão envolvendo compra de um automóvel. A polícia realizou varredura no prédio, mas suspeito não foi localizado

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2019 | 16h48
Atualizado 24 de junho de 2019 | 21h06

SÃO PAULO - Uma briga entre vizinhos terminou em tiros dentro de um prédio na Vila Clementino, zona sul de São Paulo, na tarde desta segunda-feira, 24. Dois policiais militares ficaram feridos após um dos homens disparar com arma de fogo da sacada do apartamento onde estava. Durante toda a tarde e o início da noite, os agentes realizaram buscas no prédio, mas o suspeito não foi localizado.

Segundo informações da PM, dois homens brigaram por causa da compra de um automóvel que teria apresentado problemas. Um deles chamou a Polícia Militar, que foi até o prédio onde ocorria a briga, na Rua Estado de Israel.

Enquanto os policiais militares estavam no térreo do edifício, um dos homens disparou contra um grupo de pessoas, ferindo dois PMs. O estado de saúde dos agentes feridos não foi informado. A Polícia Militar continuava no local no início da noite desta segunda.

Os disparos ocorreram por volta das 14h30. Na hora, a aposentada Rafaela Ciasco, de 66 anos, estava com os netos em casa quando um dos garotos ouviu os disparos. "Ele disse 'é tiro, vó'", e nós ficamos trancados no apartamento." 

Rafaela mora no mesmo andar que o atirador, que até as 17h30 estava trancado em seu apartamento, no segundo andar do Edifício Parque dos Jequitibás, na Vila Clementino.  Ela contou que conhece os pais do atirador e que a família reside no imóvel há mais de nove anos. "Eu moro há nove anos. Quando me mudei, já estavam aqui".

A aposentada ficou aflita com as crianças, presa em seu apartamento, até que policiais os orientaram a descer pelas escadas, saindo no fundo do prédio.

Buscas se estenderam por oito horas

Após oito horas de buscas, a PM autorizou os moradores a voltarem para o edifício enquanto usa um cão farejador para achar rastros do atirador. O homem havia feito os disparos da sacada de um dos apartamentos no segundo andar do edifício e a polícia dizia acreditar que ele estava no interior do prédio, armado. 

Grupos especiais da PM foram chamados para capturar o atirador, cuja identidade não foi confirmada pela PM. A porta de seu apartamento foi explodida pelos policiais, mas ele não estava no apartamento.

Daí em diante, os agentes passaram a buscar pelo suspeito nos demais apartamentos, mas ele não foi encontrado. Diante disso, os moradores puderam voltar a seus imóveis. 

"Eu perguntei se era seguro e disseram que sim", disse a instrumentadora cirúrgica  Roseane dos Santos Garcia Kfuri, moradora do prédio autorizada a voltar. "Eu tinha saído de casa meio dia". Ela afirmou que há PMs no térreo e nos elevadores do edifício, e que por isso se sentia segura. "Agora, se vou dormir, é outra história", brincou.

Automável comprado estaria com defeito; suspeito tinha histórico de agressividade

Segundo o coronel Márcio Necho da Silva, comandante do 3.º Batalhão da PM, o atirador, de nome Renato, se envolveu em uma briga por causa da compra de um carro. O automóvel estaria com defeito, mas o atirador recusava-se a devolver o veículo.

O suspeito, segundo o coronel, não trabalhava e já havia tido problemas familiares por causa da agressividade. Ele frequentava um clube de tiro e por isso tinha uma pistola calibre 380.

Depois do tiroteio, os PMs acharam que ele estava no apartamento do segundo andar de sua família, mas quando estouraram a porta descobriram que não. A PM afirma que o prédio tem vários pontos cegos por onde o rapaz possa ter fugido. A corporação afirma ainda que só irá deixar o prédio após 100% de certeza de que ele deixou o prédio.

Tudo o que sabemos sobre:
ataque a tiros

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.