Briga na Justiça trava recuperação

Edifício Classes Laboriosas, destruído por incêndio em 2008

, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010 | 00h00

Numa madrugada de março de 2008, um incêndio misterioso destruiu parte do histórico edifício da Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas, na região central de São Paulo. Dois anos depois, o projeto de reforma está pronto e os órgãos de patrimônio já autorizaram as obras, mas os trabalhos ainda nem têm prazo para começar.

O motivo é uma pendência que se enrola na Justiça. Segundo a diretoria da Associação, fundada em 1891 - a primeira do País a vender convênios médicos -, a seguradora se recusa a pagar pela reforma, alegando que o inquérito sobre as causas do incêndio apontava a possibilidade de ter sido criminoso.

Já os diretores da Classe Laboriosa dizem que a investigação não chegou a uma conclusão e já foi arquivada. "Nosso fim social é cuidar da saúde do associado. Por isso, não é interessante tirar dinheiro da saúde e colocar na construção", disse o gerente administrativo da Associação, Luiz Henrique Oliveira Lima. A reforma está orçada em R$ 2 milhões.

O edifício das Classes Laboriosas foi construído em 1909 e era tombado pelo patrimônio histórico municipal e estadual. Lá ficava também o Anfiteatro Celso Garcia, palco de reuniões de grevistas entre as décadas de 1920 e 1960. / RODRIGO BURGARELLI

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