Briga entre gangues fere 1 e termina com 113 detidos

Confronto foi marcado por sites de relacionamento; policiais pararam um ônibus para transportar detidos

Ricardo Valota e Paulo Maciel, estadão.com.br

27 Março 2009 | 06h01

Uma mulher ficou ferida, no final da tarde de quinta-feira, 26, durante briga entre gangues de adolescentes marcada pela Internet em Diadema, no Grande ABC. Um total de 113 pessoas foi parar na delegacia após o confronto. As "famílias", como são conhecidas as gangues formadas a partir de sites de relacionamento, como o Orkut, se enfrentaram nas praças Castelo Branco e Joviniano de Castilho, no centro do município.

 

Além dos componentes destas "famílias", pessoas tidas "comuns" também entraram na história e acabaram agredidas. Foi o caso de uma mulher, que teve traumatismo na face e precisou ser levada para o Hospital São Lucas. Após ser medicada, ela foi encaminhada ao 01º Distrito Policial da cidade, assim como 87 adolescentes e 25 adultos que foram detidos por PMs e guardas civis.

 

Quem testemunhou o embate disse que a briga se transformou em um verdadeiro arrastão, com os jovens agredindo quem aparecesse pela frente. Com os adolescentes, os policiais encontraram um bastão de beisebol, uma corrente e um pedaço de madeira com pregos na ponta. Também foram apreendidos vários bonés, que servem para identificar os membros das diferentes gangues, que têm nomes como "Tumulto", "Os 100 Futuro" e "Terremoto".

 

Os confrontos seriam costumeiros, marcados pela internet, em menor escala, e ocorrem nas praças centrais de Diadema todas as quintas-feiras. A Polícia costuma monitorar os jovens, mas só conseguiu fazer as prisões graças ao telefonema anônimo de uma das vítimas. Para transportar os adolescentes, os policiais pararam um ônibus em uma avenida próxima e pediram para os passageiros descerem.

 

A delegada Bárbara Lisboa Travassos, do 01º Distrito Policial da cidade, passou a noite e madrugada colhendo depoimentos dos jovens e de seus responsáveis, mas ninguém ficou preso. Eles serão chamados em juízo para prestar esclarecimentos.

 

Colaborou Elvis Pereira, do estadão.com.br

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