Briga de namorados causa controvérsias entre policiais

Autoridades civis e militares dão versões diferentes para o caso que aconteceu na zona norte de São Paulo

Ricardo Valota, da Central de Notícias

03 Novembro 2009 | 04h43

Um jovem, identificado como Gabriel Molim Bernardes, de 24 anos, foi encaminhado, por volta das 22h30 desta segunda-feira, 2, ao plantão da delegacia da Casa Verde (13ºDP), após, segundo versão de policiais militares da Força Tática do 47º Batalhão, agredir a namorada, entrar em luta corporal com um colega, que testemunhou as agressões, e efetuar disparos em via pública ao se desentender com outras testemunhas. Os PMs detiveram o rapaz no local dos fatos, onde o jovem, de acordo com os policiais, largou a arma e se jogou ao chão ao ser abordado pela viatura.

 

As agressões teriam ocorrido dentro do veículo, um Gol, onde o casal e o colega de Gabriel estava, na altura do nº 818 da Rua Doutor César, junto à Praça Tenente Coronel Heleuses Nogueira, ao lado da base aérea do Campo de Marte, em Santana, zona norte da capital paulista. Os policiais militares apresentaram à delegada Márcia Regina dos Santos, da delegacia da Casa Verde, a arma que estaria em posse do suspeito, uma Bereta calibre 635, modelo 950.

 

Eram 3 horas desta terça-feira, 3, quando os policiais militares ainda estavam na delegacia e indignados com a suposta falta de interesse da Polícia Civil em registrar o caso de acordo com o ocorrido. "A garota está cheio de hematomas. Estamos aqui na delegacia desde as dez e meia da noite e a delegada não quer atuar o rapaz pelo porte ilegal da arma. Chegou ao nosso conhecimento que ele seria filho ou de um delegado, ou de um investigador ou de alguém dentro da Secretaria de Segurança. Ninguém da família dele quis vir até aqui (delegacia) nem quiseram se identificar", afirmou o sargento Carvalho, da Força Tática do 47º Batalhão.

 

A delegada Márcia Regina dos Santos afirmou à reportagem do estadao.com.br que duas testemunhas das agressões estiveram na delegacia e negaram que Gabriel estivesse portando a arma ou então que tivesse atirado. "A própria garota que sofreu as agressões não quer registrar queixa. Os policiais realmente chegaram aqui às 22h30, esperei até agora por um suposto advogado que, segundo a PM, poderia confirmar a versão deles (PMs), mas ainda não veio até a delegacia. Não posso esperar mais.

 

A delegada afirmou que os supostos disparos ou a posse da arma atribuídos pela PM ao suspeito serão averiguados em inquérito. Já em relação ao parentesco de Gabriel com alguém ligado à Polícia Civil, Márcia não quis confirmar nem desmentir. " Já essa questão eu peço que você trate direto com a nossa assessoria de imprensa", completou a delegada.

 

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