Francisco Ramos Mejia/AP
Francisco Ramos Mejia/AP

Brasileiros têm de sair de Bariloche de ônibus

Veículos só podem trafegar das 9h às 18h; aeroporto local será reaberto apenas dia 21

Ariel Palácios, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2011 | 00h00

CORRESPONDENTE

BUENOS AIRES

Os turistas brasileiros que estavam de passeio em Bariloche, na Província de Río Negro, ainda ontem esperavam para retornar ao Brasil por causa da erupção do Vulcão Puyehue. Segundo fontes do Consulado do Brasil em Buenos Aires, as companhias aéreas estão providenciando a saída deles por via terrestre. Mas os ônibus - por recomendação das autoridades argentinas - só podem trafegar nas estradas durante o dia, entre 9h e 18h.

Diante dos problemas, as agências tiveram de tomar decisões de emergência para o deslocamento de clientes. A CVC reacomodou em hotéis turistas que estavam em Buenos Aires com a passagem de volta marcada para ontem. Clientes corporativos de outra grande agência de turismo do País se deslocaram de ônibus da capital argentina para Foz de Iguaçu, no Paraná, onde usariam o aeroporto local. O mesmo aconteceu no domingo com passageiros da Pisa Trekking, de São Paulo.

À espera de 30 mil. Ontem, o prefeito de Bariloche, Marcelo Cascón, informou que o aeroporto da cidade ficará fechado até o dia 21, quando começa a temporada de inverno. Mas não descartou a eventual reprogramação das atividades previstas para esse período. "Por sorte, há poucos brasileiros em Buenos Aires, pois ainda não começou a temporada", explicaram fontes do Consulado. "Este ainda é um mês baixo em volume de turistas brasileiros. Se a erupção (do vulcão) tivesse sido em julho, o cenário seria mais complexo." Entre o fim de junho e julho, 30 mil brasileiros são esperados na região.

Os moradores de Bariloche ainda tentavam retirar a camada de 2 centímetros de cinzas acumuladas desde o sábado. Mas as cinzas vulcânicas e a água provocavam curto-circuito nos transformadores elétricos de toda a região e houve sequência de apagões na cidade, de mais de 150 mil habitantes. O Lago Nahuel Huapi, famoso por suas águas azul-turquesa, exibia ontem uma cor marrom, por causa das cinzas acumuladas na superfície. / COLABOROU FÁBIO MAZZITELLI

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