Brasileiro cai em golpe e é torturado na África do Sul

Um executivo brasileiro, de 58 anos, foi libertado pela polícia de Johannesburgo, na África do Sul, anteontem, após ser mantido em cativeiro por dois dias. Seis nigerianos foram presos. O negociante trabalha em uma companhia de madeira e foi sequestrado na terça-feira, ao desembarcar no Aeroporto Internacional OR Tambo. Ele viajou à África do Sul para fechar um negócio de US$ 1 milhão (cerca de R$ 1,8 milhão) no país da Copa do Mundo.

, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2010 | 00h00

Ao chegar, percebeu que era um golpe - chamado pelos africanos de "419scam". Ficou cativo em uma casa no distrito de Kensington, a 40 minutos de Johannesburgo. De lá, os criminosos usavam o notebook do brasileiro para se comunicar com a empresa e pedir o resgate.

Sem obter resgate, os sequestradores torturaram a vítima, colocando ferro de passar roupa quente no peito, abdome e pés. Ele precisou ser hospitalizado mas, segundo fontes oficiais, já teria recebido alta.

PARA ENTENDER

A polícia especial da África do Sul só localizou o cativeiro graças a um sul-coreano que também caiu no golpe e ficou confinado na mesma casa. O oriental pagou resgate. O golpe 419scam começou por cartas na Nigéria, nos anos 1980, e ganhou "cópias" por toda a África, ampliadas pela internet.

Os convites para "investidores" falam em aproveitar transferências de dinheiro milionárias de antigas estatais falidas ou de participar de golpes contra o governo, patrocinados por servidores.

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