Brasileira de 45 anos é esquartejada na Suíça

Motivo e autoria do crime ainda são um mistério para a polícia, que se recusa a dizer até mesmo onde o corpo foi achado

Jamil Chade CORRESPONDENTE / GENEBRA Jair Aceituno ESPECIAL PARA O ESTADO / BAURU, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2010 | 00h00

Fátima Lorca Schori, de 45 anos, nascida em Toledo (PR) e criada em Bauru (SP), foi esquartejada em Bienne, na Suíça, onde morava havia seis anos. Segundo o Itamaraty, o governo brasileiro ainda não teve acesso aos detalhes da investigação. Fátima teria sido morta a facadas.

A polícia de Bienne - cidade de 50 mil habitantes a 43 km da capital, Berna - se recusa a dizer qual era a atividade de Fátima no país e não informou onde o corpo foi encontrado. O motivo do crime também é um mistério. A polícia confirmou ao Estado que a possível arma foi encontrada, mas não diz qual é nem onde estava.

Vizinhos da brasileira escutaram gritos na noite de segunda-feira. O corpo teria sido encontrado no dia seguinte no salão de massagens onde trabalhava. A brasileira era casada com o suíço Hans Martin Schori.

O sigilo da polícia foi adotado depois que o governo brasileiro, em 2008, gerou uma polêmica diante do suposto atentado cometido contra a brasileira Paula de Oliveira em Zurique. Ela alegava que tinha sido atacada por neonazistas e o Itamaraty chegou a chamar o encarregado de Negócios suíço no Brasil para dar explicações. As investigações mostraram que Paula forjou o atentado.

Família. Os três filhos de Fátima moram em Bauru e souberam da morte por meio do telefonema de uma amiga brasileira. Fátima mudou para a Suíça com o objetivo de ganhar dinheiro e garantir a educação dos filhos. Lá conheceu Schori, com quem teve um filho, hoje com 5 anos, e que também mora em Bauru. Ela tinha outros dois filhos, atualmente com 24 e 16 anos.

A filha mais velha, Gláucia, afirmou que a mãe telefonava todos os dias para ter notícias dos filhos. A última ligação aconteceu na sexta-feira, dia 8. Segundo Gláucia, em nenhum momento a mãe aparentou ter problemas ou se sentir ameaçada. Em janeiro, esteve na cidade em férias e também não se queixou de nada.

O viúvo disse à família que o enterro será em Bienne, assim que a polícia liberar o corpo. O irmão de Fátima, o mecânico Antonio Carlos Lorca, de 48 anos, disse ontem que ela gostava muito da Suíça e por isso não há razão para a família transladar o corpo para o Brasil. Os filhos decidiram trazer apenas objetos pessoais.

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