Brasil pode extraditar megatraficante preso em SP

Ministro colombiano diz que estão sendo adiantados processos para extradição de Abadía

EFE,

07 de agosto de 2007 | 13h19

O ministro de Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta terça-feira, 7, que o traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, conhecido como "Chupeta", preso na Grande São Paulo, pode ser extraditado para os Estados Unidos diretamente do Brasil.   Veja também: Operação contra tráfico de drogas prende 13 em 6 Estados Traficante colombiano está no Brasil há 3 anos, diz PF   O ministro, que foi informado de madrugada da prisão de Ramírez Abadía, disse a rádios e televisões colombianas que no Brasil "estão sendo antecipados os trâmites de extradição de "Chupeta" para aos EUA". "Aparentemente, esse vai ser o procedimento", mas isso "depende das autoridades brasileiras", ponderou.   O traficante é considerado proprietário dos cerca de US$ 80 milhões em dinheiro e 350 lingotes de ouro que a polícia colombiana descobriu recentemente em cinco esconderijos em vários bairros da cidade de Cali. Ramírez Abadia "é o dono de todos esses esconderijos descobertos em Cali há alguns meses", assegurou o ministro. Contra ele há uma ordem de captura na Colômbia e um pedido americano de extradição por narcotráfico e lavagem de dinheiro.   Para o governo colombiano, a captura de "Chupeta" é um dos maiores golpes na quadrilha, pois ele é um dos chefes do tráfico de drogas mais procurados no mundo. Santos revelou que "Chupeta" fez várias cirurgias plásticas para mudar sua fisionomia, mas confessou que era ele quando o capturaram. "Chupeta", ligado ao narcotráfico desde 1986, foi um dos chefes do cartel de Cali. Segundo a DEA (agência antidrogas americana), a quadrilha enviou milhares de quilos de droga aos EUA na última década.   Ramírez Abadía se entregou à justiça colombiana em 1996 e confessou crimes. Depois de cumprir quatro anos de prisão, foi solto e em seguida retomou as atividades criminosas. A relação com chefes do narcotráfico começou quando foi trabalhar como tratador de cavalos do então chefe do cartel de Norte del Valle, Ivan Urdinola Grajales, morto em 2002.   Por meio de Urdinola, "Chupeta" conheceu os irmãos Miguel e Gilberto Rodríguez Orejuela, chefes do cartel de Cali. Ele assumiu o lugar do então chefe do cartel de Norte del Valle, Ivan Urdinola Grajales, quando os irmãos foram extraditados par os EUA, onde cumprem prisão. Para o diretor da Polícia colombiana, general Óscar Adolfo Naranjo, a prisão de "Chupeta" mostra que por mais poderosos que sejam os traficantes, "o mundo fica pequeno frente à perseguição interinstitucional e transnacional".

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