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Brasil pede à Islândia a extradição de Hosmany Ramos

Secretaria Nacional de Justiça acredita que uma resposta oficial deve ser dada ainda nesta quarta

Mônica Aquino - estadao.com.br,

19 de agosto de 2009 | 12h43

O governo brasileiro já enviou à Islândia o pedido de extradição do ex-cirurgião plástico Hosmany Ramos. Ele está preso desde a semana passada no país europeu e foi condenado a 15 dias de detenção por ter usado o passaporte do irmão ao entrar na Islândia. O secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, enviou os documentos necessários para a Islândia, que deve dar uma resposta oficial sobre o pedido ainda nesta quarta-feira, 19.

 

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Entre os documentos mandados ao país europeu está um histórico de Hosmany Ramos e o pedido para que a Islândia mantenha ele preso até que ele possa ser mandado de volta ao Brasil. O secretário de Justiça estaria disposto a ir até o país para negociar a extradição de Hosmany, segundo informações da assessoria da Secretaria Nacional de Justiça.

 

De acordo com a secretaria, o País vai fazer o que for possível para trazer Hosmany de volta ao Brasil. O juiz da Vara de Execuções Criminais de Araçatuba, no interior de São Paulo, chegou a fazer um pedido formal para que Romeu Tuma Júnior entrasse no caso e trouxesse Hosmany ao País. Ele está foragido desde o fim de 2008, quando recebeu o benefício da saída temporária para as festas de fim de ano.

 

Como o Brasil não tem tratado de extradição com a Islândia, o pedido será baseado no princípio da reciprocidade que rege as relações entre os dois países. O mesmo princípio, incentivado pela Organização das Nações Unidas (ONU) entre seus membros, foi usado com êxito com o Principado de Mônaco, com o qual o Brasil também não tinha tratado, no caso da extradição do banqueiro Salvatore Cacciola.

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