Botti e Rubin assinam projeto no Itaim-Bibi

O dono do terreno comercial mais caro de São Paulo não teve vida fácil. No cruzamento da Avenida Brigadeiro Faria Lima com a Rua Horácio Lafer, no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo, o Edifício Pátio Bandeiras, construído pelo Grupo Brookfield, só saiu do papel depois que os arquitetos Alberto Botti e Marc Rubin encontraram a fórmula para fazer o novo sem anular o antigo.

O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2012 | 02h00

Por determinação do Ministério Público Estadual, o projeto só vingaria se uma casa bandeirista do século 18, tombada pelos órgãos de patrimônio histórico, permanecesse intocada, bem no meio do terreno.

Desafio cumprido pelos sócios do escritório Botti Rubin, que projetaram no local um vão central de 30 metros de altura por 44 metros de largura, a partir da construção de duas torres de 19 andares cada, unidas pela maior laje já construída no Brasil.

O resultado é um conjunto em formato de mesa, que tem a casa bandeirista no meio.

De longe, o visual chama a atenção e desperta curiosidade. Sem muros ou grades, o reflexo da casa no vidro negro do prédio chega a confundir. Parece até que a construtora esqueceu de derrubar o imóvel durante a construção. Mérito dos arquitetos que, além de preservarem o patrimônio, alcançaram uma fórmula que pode ser reproduzida na cidade que não para de crescer. / ADRIANA FERRAZ

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