Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Botões de emergência do Metrô ganham câmeras de vigilância

Estopim de uma paralisação na Linha 3-Vermelha em fevereiro, agora dispositivos são monitorados nas principais estações

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2014 | 13h15

SÃO PAULO - Dois meses depois do caos na Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo, quando dez estações do ramal ficaram fechadas em pleno horário de pico, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta terça-feira, 1.º, alterações no sistema de botões de emergência das plataformas, responsáveis pela paralisação do sistema no dia 3 de fevereiro.

De acordo com o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, cerca de 50 câmeras de vigilância das estações foram redirecionadas para as botoeiras, instaladas nas plataformas. "Estamos adquirindo 300 câmeras a mais. Nós também estamos fazendo o acompanhamento e agora, sempre que há alguma mobilização, algum evento cujas pessoas possam se dirigirem para algumas estações, tomamos cuidado com essas botoeiras."

Com as mudanças, Fernandes garantiu que os botões não poderão ser pressionados de modo anônimo. "Agora, muito provavelmente, quem apertar a botoeira nas estações principais nós vamos saber quem foi, porque até hoje não foi esclarecida aquela situação de quem apertou. E quem apertou não deu comunicação de por que apertou. Diz que avisou, mas quem recebeu o aviso diz que não recebeu o aviso. Então, algo de estranho aconteceu."

Na época do incidente, Fernandes chegou creditar a "safados" o aperto dos mecanismos em três estações da Linha 3. O próprio governador Alckmin atribuiu a ação a uma suposta "sabotagem". Dias depois, o Estado revelou, no entanto, que os dispositivos foram acionados pelos próprios funcionários do Metrô, como o intuito de prevenir que passageiros que haviam pulado nos trilhos pudessem tomar choques -- os botões de emergência cortam a circulação de energia elétrica nas vias.

Ainda segundo o dirigente, a pasta promoveu um "arranjo" para se aproximar da Polícia Militar e com a Polícia Civil, para compreender "como se dão os movimentos dentro das plataformas e nos túneis". "Então, todos eles agora conhecem e visitam os túneis. Nós nos armamos mais para a situação de segurança patrimonial."

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