Boom imobiliário dobrou valor do m² no bairro

A cenas flagradas pela reportagem contrastam com a efervescência imobiliária na Vila Leopoldina. A poucos passos dali, prédios voltados para a classe média alta continuam sendo erguidos um ao lado do outro, ocupando o espaço que antes pertencia às casas de vila e aos galpões que caracterizavam o antigo polo industrial. Corretores já chamam a região de Nova Moema, tamanho o número de lançamentos e de bares e restaurantes que vieram no encalço dos novos edifícios.

Rodrigo Brancatelli, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2010 | 00h00

Segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o valor médio do metro quadrado construído passou de R$ 2,1 mil em 2000 para R$ 4 mil atualmente. "O problema é pagar tudo isso para morar ao lado de tanta degradação", diz Cristiano Molina, que há dois saiu da Mooca, na zona leste, para morar na Vila Leopoldina. "A revitalização de áreas industriais como aqui não é feita só por prédios, tem de ter também ações da polícia e do governo", afirma.

De acordo com a 2º tenente Renata Alves, responsável pelo policiamento da região, a Polícia Militar vem fazendo diversas ações para coibir o tráfico e uso de crack nas ruas da Vila Leopoldina. "Temos grande número de policiais agindo ali. Temos viaturas, motos, a ronda escolar e até a Força Tática", diz. "O que falta é um contato maior com a comunidade. Os moradores precisam nos informar onde estão vendendo crack, para nos ajudar no trabalho. Não conseguimos estar em todos os lugares ao mesmo tempo."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.