Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Bônus para quem economiza água será ampliado em SP

Governo quer que clientes de outros reservatórios da Grande São Paulo gastem menos, para aliviar Cantareira

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

31 Março 2014 | 11h18

SÃO PAULO - O governo Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta segunda-feira, 31, a ampliação do bônus para consumidores que economizarem água na Região Metropolitana da capital paulista. Desde fevereiro restrito aos 11 municípios atendido pelo Sistema Cantareira, que está em sua pior crise devido a uma estiagem no início do ano, agora o benefício se estende a todas as 31 cidades atendidas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A área abrange 17 milhões de clientes. A capacidade do Cantareira caiu para 13,4%, o menor nível da história.

Ficam de fora grandes cidades que não são servidas diretamente pela empresa controlada pelo governo do Estado, como Guarulhos e Santo André, que têm distribuição própria da água. Consumidores de Mogi das Cruzes, Mauá e São Caetano do Sul também não serão contemplados pelo bônus.

"Os cinco municípios dependem das prefeituras, dos serviços autônomos. Se eles quiserem dar um bônus, se quiserem estabelecer um estímulo para a redução do consumo, para o uso racional da água, aí depende dos municípios. O Estado não pode intervir em sistema de água municipal", afirmou Alckmin em coletiva à imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na zona sul de São Paulo.

Nas demais cidades, o bônibus para quem reduzir seu próprio consumo de água em ao menos 20% começa a valer a partir desta terça-feira, 1º.

"Economizou 20%, ganha um bônus de mais 30%", disse Alckmin. "Isso ajuda muito, porque à medida em que nós tivermos uma redução, por exemplo, (do consumo) no Guarapiranga, poderemos abastecer mais água do Guarapiranga, substituindo o Cantareira. Na medida em que tivermos uma redução no Alto Tietê, podemos usar mais águas do Alto Tietê para atender o Cantareira."

A Região Metropolitana de São Paulo conta, além do Cantareira, com outros cinco sistemas de abastecimento de água tratada: Alto Tietê, Guarapiranga, Alto Cotia, Rio Grande e Rio Claro. O Guarapiranga já vem transferindo um metro cúbico por segundo de água para uma parte dos imóveis abastecidos pelo Cantareira. A partir de abril, o governo quer ampliar essa vazão para 1,3 metro cúbico por segundo e, depois de setembro, para 2,3. O Alto Tietê já transfere 2,2 metros cúbicos por segundo; a partir de setembro, será 2,6.

O Cantareira abastece principalmente municípios ao norte da Grande São Paulo, bem como bairros da zona norte da capital paulista, onde, este mês, diversos moradores se queixaram da falta de água à noite, durante vários dias. Novamente, Alckmin negou nesta segunda-feira que a região já enfrente algum tipo de racionamento.

O tucano também garantiu que, entre as medidas para tentar evitar o desabastecimento de água nos próximos meses, está a redução do tempo máximo para a solução de vazamentos nas tubulações da Sabesp. Esse tipo de problema é o que mais provoca desperdício de água tratada em São Paulo. Alckmin não falou para qual patamar esse tempo baixará.

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