Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE

Bono, do U2, e Papa falam de tragédia

A presidente Dilma Rousseff e integrantes da banda U2 rezaram ontem na capela do Palácio da Alvorada pelas crianças mortas na escola em Realengo, no Rio. Foi o vocalista da banda, Bono, quem relatou o momento. "Tivemos alguns minutos de silêncio e reflexão. Ela (Dilma) estava bem triste", contou.

Leonencio Nossa / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2011 | 00h00

Em meio à histeria de fãs que o aguardavam na portaria do palácio, Bono disse que rezou especialmente pelas mães e pelas famílias das crianças. "Estamos todos tristes como pais. É muito difícil pensar sobre isso, pois você pensa nos próprios filhos."

Ele e os demais integrantes do U2 permaneceram por três horas no Alvorada, onde almoçaram com a presidente Dilma. Bono, que mantém programas sociais, contou que conversou com Dilma sobre as ações de combate à pobreza no Brasil e como o mundo pode aprender com os êxitos do País.

Papa. O papa Bento XVI enviou, por intermédio do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, ao arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, uma mensagem de solidariedade às vítimas do massacre em Realengo e a toda a população carioca.

No texto, Bento XVI se declara "profundamente consternado" com o ataque contra "crianças indefesas" e convoca a população da cidade a repudiar a violência e a construir uma sociedade "fundada sobre a justiça e o respeito pelas pessoas".

O papa também pede que a esperança faça prevalecer "o perdão e o amor sobre o ódio e a vingança" e abençoa as vítimas.

"O Santo Padre convida todos os cariocas, diante dessa tragédia, a dizer não à violência que constitui caminho sem futuro, procurando construir uma sociedade fundada sobre a justiça e o respeito pelas pessoas, sobretudo os mais fracos e indefesos."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.