Bonecos de bichos resgatam o carnaval de 'antigamente'

Folia com forte influência do meio rural ainda resiste no interior de São Paulo

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

18 Fevereiro 2009 | 04h57

O carnaval de antigamente, feito de figuras de animais e bonecos gigantes, com forte influência do meio rural, ainda resiste no interior. Em Tatuí, a apresentação do Cordão dos Bichos - bonecos gigantes de animais que interagem com o público - completa 80 anos. As primeiras esculturas em massa de papel foram feitas por Vicente de Almeida e Aladim Ponce - funcionários da antiga fábrica de tecidos São Martinho - em meados de 1928, mas saíram às ruas apenas no carnaval de 1929.  Veja também: Cobertura completa do carnaval 2009   Blog: dicas para quem quer curtir e para quem quer fugir da foliaEspecial: mapa das escolas e os sambas do Rio e de SP Neste ano, o Cordão dos Bichos leva para a avenida 33 bonecos, acompanhados pela banda Furiosa. O cordão, que faz parte do patrimônio cultural da cidade, vai se apresentar também em outros municípios da região. Em Salto, os bonecões da Barra vão representar figuras públicas, como o presidente Lula, a atriz Dercy Gonçalves, que morreu no ano passado, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Os bonecões surgiram em Salto na década de 50, no bairro da Barra. Feitos de tecido, papel machê e armações de ferro, sempre homenageiam pessoas famosas. Depois de ficarem desaparecidos durante mais de duas décadas, os bonecões voltaram há três anos. A prefeitura abriu uma oficina e foi atrás dos antigos confeccionadores dos bonecos para ensinar o ofício às novas gerações. "Encontramos apenas três pessoas que sabiam fazer", diz o secretário de Turismo, Valderez Antonio da Silva. Os bonecos medem 3 ou 4 metros e os mais pesados têm rodinhas.

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