Felipe Rau/ Estadão
Felipe Rau/ Estadão

Bombeiros vão esperar 48h para poder usar maquinário pesado na remoção de escombros

Trabalho ainda é feito manualmente por questão de segurança; uma pessoa está desaparecida

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

01 Maio 2018 | 16h41
Atualizado 01 Maio 2018 | 23h10

O capitão do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo, disse que a corporação vai esperar 48 horas para começar a mexer com maquinário pesado na estrutura do prédio que desabou na madrugada desta terça, 1. Por enquanto, os trabalhos são feitos manualmente. "Depois desse prazo é que começaremos a remover lajes com ajuda de maquinário e dar continuidade às buscas. Agora, isso não pode ser feito por questões de segurança", disse. 

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Ainda há muita fumaça saindo dos escombros, mas de acordo com os Bombeiros a fumaça branca é vapor d'água. Os trabalhos na área podem se estender por mais de uma semana, afirmou Palumbo. Ainda de acordo com a corporação, os trabalhos de resgate não serão interrompidos nesta noite e iluminação artificial já foi providenciada para a área.

Os Bombeiros ainda buscam uma pessoa desaparecida. Trata-se de um homem que caiu nos escombros no momento em que era resgatado por um bombeiro. Ele estava com um cinto de resgate e uma corda e ainda não foi localizado. "Mantemos um fio de esperança, mas ele caiu do nono andar e todo o prédio de 22 andares desabou. Precisaria de um milagre. Mas trabalhamos incessantemente apesar disso. Nosso trabalho é garantir a segurança e continuar no objetivo de encontrá-lo".

Segundo o Corpo de Bombeiros, a assistência social da Prefeitura informou que no prédio moravam 317 pessoas de 118 famílias. Dessas, 44 pessoas não foram localizadas após o desabamento, mas não são consideradas oficialmente desaparecidas porque não há confirmação de que no momento da queda elas estavam no local. O prédio tinha dois andares de subsolo, que também era ocupado por moradores.

Outros prédios. Segundo o Tenente Derrite, não há risco de desabamento em nenhuma das outras três edificações atingidas pelo incêndio. Uma delas é a Igreja Luterana de São Paulo, localizada próxima ao prédio que desabou e que teve 90% de sua estrutura destruída. Ela foi atingida pelo desabamento. "Sobraram apenas a torre e parte do altar", afirma o pastor Frederico Carlos Ludwig.

 

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