Juliana Diógenes/Estadão
Juliana Diógenes/Estadão

Bombeiros utilizam mais máquinas nos escombros do edifício que desabou no Paiçandu

Agora cedo, foram achados nos destroços roupas, botijões de gás e muito lixo

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

04 Maio 2018 | 07h42

SÃO PAULO - Setenta e duas horas depois da tragédia no Edifício Wilton Paes de Almeida, o Corpo de Bombeiros dobrou os esforços. Mais duas máquinas pesadas começaram a trabalhar na retirada de escombros e na busca por sobreviventes por volta das 6 horas da manhã desta sexta-feira, 4, quando o Corpo de Bombeiros deu início ao uso de mais um rompedor e uma retroescavadeira. 

 

As duplas de máquinas trabalham em conjunto: com extremidade pontiaguda, o rompedor perfura e quebra lajes de concreto. Todo o entulho é carregado por uma retroescavadeira.

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O maquinário pesado passou a ser utilizado no trabalho dos bombeiros 48 horas após o desabamento do edifício. Duas máquinas trabalharam ao longo desta quinta na retirada de material pesado. Por dia, são retiradas em média 150 toneladas de ferro, concreto e metal.

"Recebemos agora, depois de limpar o terreno, mais um rompedor e mais uma retroescavadeira. A retroescavadeira é a que tem a pá, o rompedor é o que tem a ponta, que quebra a laje ou o pilar e depois consegue recolher os materiais", explica o capitão dos Bombeiros, Marcos Palumbo. 

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Segundo ele, neste quarto dia de trabalho dos bombeiros, a expectativa é de localizar vãos onde podem estar os desaparecidos, as chamadas "células de sobrevivência". "Elas vão estar em alguns pontos da edificação. No momento em que a gente faz a retirada dessa grande quantidade de entulho sobreposta ali no local, a gente consegue achar vãos", diz Palumbo. 

Até esta sexta, foram localizados entre os escombros roupas, botijões de gás e bastante lixo. Segundo o capitão, os fossos dos elevadores eram utilizados para descarte de lixo dos moradores do prédio, e podiam se transformar em material inflamável. 

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