Werther Santana/AE–5/5/2011
Werther Santana/AE–5/5/2011

Bombeiros terão computadores de bordo nas viaturas

Ideia é ter à mão, por exemplo, mapa de hidrantes e de hospitais em cada região e, em breve, até as plantas digitais dos edifícios

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

16 Maio 2011 | 00h00

As 2,3 mil viaturas do Corpo de Bombeiros vão receber até o fim deste ano computadores de bordo com GPS. A tecnologia vai possibilitar que o comando despache carros que estejam perto das ocorrências e coloque informações específicas sobre o atendimento na tela do computador de bordo, como mapa de hidrantes e onde está o pronto-socorro mais próximo. Em breve, até as plantas dos prédios poderão estar disponíveis.

O objetivo é melhorar os atendimentos e se preparar para 2014. "Já são investimentos para a Copa do Mundo. Queremos estar prontos para o evento", afirma o responsável pelas instalações, capitão Max Mena, da Divisão de Tecnologia de Corpo de Bombeiros. O investimento é de cerca de R$ 4,8 milhões - cada aparelho custa R$ 2,1 mil.

Mena explica que em operações como as de resgate em enchentes - em que há vários chamados em um perímetro pequeno - saber a localização geográfica de cada viatura é essencial.

"O mais importante é diminuir o tempo de resposta aos chamados. Em um incêndio ou acidente, um minuto pode salvar uma vida", diz o tenente Eduardo Fernandes Gonçalves, do Centro de Processamento de Dados da Polícia Militar.

Os aparelhos são iguais aos que a PM já tem nas viaturas. Vão contar, portanto, com todas as ferramentas que os policiais têm à disposição, como registro de placas de veículos e RG.

Os primeiros 90 equipamentos foram instalados em veículos da capital paulista na semana retrasada e estão em fase de ajustes. Até agosto, todas as viaturas operacionais da Região Metropolitana de São Paulo terão os computadores. Em seguida, as instalações serão feitas nos carros do Grupamento de Presidente Prudente, cidade localizada a 558 quilômetros da capital paulista.

Futuro. A expectativa do comando dos bombeiros é que a tecnologia resulte, no médio prazo, em uma economia de gestão e recursos. A avaliação é que será possível até realocar pessoal, uma vez que várias informações importantes para o atendimento já estarão disponíveis online na própria viatura. Com o passar do tempo, novos dispositivos serão adicionados.

Uma das ferramentas já planejadas é o envio para a viatura da planta dos imóveis onde a ocorrência estiver em andamento. Isso será possível, porque o Corpo de Bombeiros participa do processo de aprovação das edificações, com os autos de vistoria. Bombeiros já preparam decreto para exigir as plantas em arquivo eletrônico.

Outro passo previsto é ter a imagem dos atendimentos registrada, já que os equipamentos terão uma câmera apontada para as ruas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.