Ana Paula Niederauer/Estadão
Ana Paula Niederauer/Estadão

Bombeiros localizam ligação clandestina de energia e interrompem buscas no Largo do Paiçandu

Suspensão das buscas é por segurança, diz a corporação; edifício que desabou enviava energia para prédio vizinho, também ocupado

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

10 Maio 2018 | 17h52

SÃO PAULO - Os trabalhos de buscas por vítimas do desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida e retiradas de escombros nas imediações do Largo do Paiçandu, no centro de São Paulo, foram suspensos na tarde desta quinta-feira, 10, pelo Corpo de Bombeiros. A corporação informou que uma área em que os agentes atuavam está energizada em razão de uma ligação clandestina de eletricidade que chegava até um prédio que também está ocupado do outro lado da rua. 

+++ Responsável por arrecadação em prédio que desabou nega cobrança de aluguel

Segundo o tenente André Elias, a Eletropaulo foi acionada para tomar as providências visando ao desligamento da eletricidade. Não foi informado quanto tempo esse procedimento deve durar e quando a retomada das buscas será permitida. Elias disse que a paralisação visa à "segurança das equipes". 

De acordo com o coronel Max Mena, comandante do Corpo de Bombeiros na capital, a ligação clandestina enviava energia para um prédio do outro lado da Avenida Rio Branco. Na frente do prédio, há bandeiras da Frente de Luta por Moradia (FLM). Enquanto não há a retomada dos trabalhos, máquinas retiram material do entorno. 

+++ Bombeiros encontram mais ossos no subsolo de prédio que desabou no centro em SP

Os bombeiros já haviam enfrentado problemas com energia elétrica no início das buscas nos escombros do prédio. Na oportunidade, a corporação buscou uma caixa de energia central do prédio para desligá-la e garantir a segurança das atividades no local. 

Até esta quinta-feira, 10, um corpo foi encontrado e identificado como sendo Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro. Além dele,  ossadas de um adulto e duas crianças foram localizadas, mas ainda não foi possível confirmar a identidade das vítimas. Seis pessoas ainda são consideradas desaparecidas. São elas: Francisco Dantas, de 56 anos, Selma Almeida da Silva, 41 e os filhos gêmeos de 10 anos Werder e Wendel e o casal Eva Barbosa Lima, de 42 anos e Walmir Souza Santos, de 47 anos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.