Bombeiros farão pente fino em 230 baladas de SP até sexta-feira que vem

Mutirão é resultado de uma parceria assinada entre o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

31 Janeiro 2013 | 14h51

SÃO PAULO - O Corpo de Bombeiros pretende fiscalizar 230 casas noturnas da capital paulista até sexta-feira da semana que vem. O mutirão é resultado de uma parceria assinada nesta quinta-feira, 30, entre o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Segundo o comandante-geral interino dos bombeiros, Erik Colla, os bombeiros pretendem atestar as seguranças das casas noturnas com lotação superior a 250 pessoas antes do Carnaval. A parceria com a Prefeitura vai servir para garantir que estabelecimentos irregulares possam ser fechados logo após a blitz - isso se a infração encontrada resultar na interdição da casa, como obstrução das rotas de fuga ou das portas de emergência. 

As casas escolhidas já constam no cadastro de liberação dos bombeiros. A prefeitura tem 169 casas liberadas para trabalhar e cerca de 600 na fila de espera, sem licença de funcionamento, mas que estão abertas.

Uma reunião na tarde desta quinta-feira vai definir quantos agentes vão ser deslocados para as ações. Mas a ideia é que as blitz comecem ainda nesta tarde.

Casas noturnas que não têm alvará de funcionamento e que pararam de funcionar nos últimos dois dias - muitas em sinal de "luto" pela tragédia de Santa Maria (RS), segundo seus proprietários - não vão escapar da fiscalização, de acordo com Colla. "Se o local tem processo de licenciamento, ou se só não abre as portas porque não quer, ela poderá ser fiscalizada também", informou.

Em 15 dias, a parceria será consolidada por meio de uma Operação Delegada (parceria entre Estado e Prefeitura em que policiais militares, no caso bombeiros, assumem tarefas da fiscalização municipal) para que o controle das edificações da capital paulista seja feito também pelos bombeiros. 

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