Bombeiros dizem que estão perto de localizar operários em pedreira

Aparelho que detecta metais e cães farejadores ajudam nas buscas; cerca de 30 mil toneladas de pedra já foram retiradas para abrir caminho até os soterrados

Zuleide de Barros, Especial para O Estado de S. Paulo

20 de abril de 2011 | 17h52

SANTOS - O comando do Corpo de Bombeiros acredita que a localização dos corpos dos dois trabalhadores soterrados na Pedreira Santa Tereza, no último dia 12, agora está bem mais próxima. Desde terça-feira, 19, o trabalho de buscas vem contando com um equipamento cedido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o magnetômetro, que indica a proximidade com metais.

 

Ontem o pessoal que atua no resgate sentiu um forte cheiro de óleo diesel, o que indicaria a proximidade com os veículos soterrados. Os dois operários desaparecidos trabalhavam com um caminhão e uma retroescavadeira, no momento da avalanche, quando 30 mil toneladas de pedras, terra e vegetação caíram da encosta da pedreira. Desde as primeiras buscas, já foram implodidas sete rochas, trabalho considerado necessário para a chegada até os corpos.

 

Os bombeiros e a Defesa Civil contam ainda com outros importantes aliados: os cães farejadores da Polícia Militar (PM), que já atuaram em mais de vinte ocorrências semelhantes, até fora do Estado de São Paulo. Com isso, o perímetro de exploração da área foi reduzido de 100 para dez metros quadrados. A morosidade da ação, segundo avaliou o comandante dos bombeiros, Luiz Carlos Ribeiro, está ocorrendo em razão das dificuldades na remoção do entulho, após cada implosão de pedras, já que a região é íngreme e demanda extremo cuidado para que novos acidentes não venham a se repetir.

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